O vereador suplente Henrique Hermany foi entrevistado na Rádio Gazeta FM 107,9, nessa sexta-feira, 24, e analisou a aprovação do decreto legislativo sobre o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O órgão fiscalizador aprovou a gestão Helena Hermany e Elstor Desbessell em 2023.
O assunto ganhou repercussão, porque o ano avaliado é o mesmo em que foi deflagrada a Operação Controle, do Ministério Público (MP) e Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Hermany fez questão de destacar que o relatório técnico do TCE será encaminhado à Justiça Federal, onde está o processo decorrente das investigações.
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Além disso, criticou as duas abstenções na votação da Câmara. Dos 16 vereadores que estavam na sessão ordinária, quarta-feira, 22, 13 votaram a favor do parecer do TCE, o presidente Serginho Moraes (PL) não vota, e o líder do governo, Edson Azeredo (PL), e a vereadora Nicole Weber Covatti (PP) optaram pela abstenção. “Edson e Nicole foram covardes em se abster. Se tinha provas, investigaram, denunciaram, na hora de votar as contas, se abstiveram? Vota contra se tem tanta certeza”, criticou.
O filho da ex-prefeita destacou que, basicamente, as funções dos vereadores são legislar e fiscalizar. A votação de um decreto legislativo de contas é a consagração das duas: legisla, porque vota, e fiscaliza, porque é documento sobre a atuação do Executivo quanto aos aspectos legais, contábeis e orçamentários.
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“A abstenção em processo de conta é o fim da picada. Tem que entregar o diploma de vereador”, disparou Hermany. Ele acrescentou o fato de que os vereadores atribuíram responsabilidade da Operação Controle e suas consequências ao Ministério Público, com quem a sua família deveria “brigar”. “Com o juiz e com o Ministério Público a gente não briga, peticiona, esclarece, faz prova dentro do devido processo legal”, explicou.
Ele ainda disse que o processo judicial está “engatinhando”, que migrou do MP Estadual e passou para o Ministério Público Federal (MPF), em função da competência de cada órgão. Frisou que prazos estão sendo abertos para que a ex-prefeita possa se manifestar, já que teve seu nome incluído como ré.
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Henrique disse estar sozinho na entrevista em função da forte emoção sentida por sua mãe, Helena, na entrevista realizada em janeiro, quando o Município foi apontado como destaque na implementação da lei de licitações. Ela esteve na rádio, falou sobre o tema e emocionou-se. “Por pouco não teve um AVC no ar. Foi para casa e acabou parando no hospital”, recordou.
O que disseram
Procurada pela Gazeta do Sul, a vereadora Nicole Weber Covatti (PP) disse que “responderia se fosse a ex-prefeita.” “Afinal, as contas são dela e não do filho, certo? Quem os denunciou foram o MP/RS e o Gaeco, quem os afastou e (re)afastou foi a Justiça do Rio Grande do Sul, não eu. Inclusive, como posso votar a favor de algo assim, logo depois de a ex-prefeita se tornar ré na ação judicial da Operação?”.
O vereador Edson Azeredo (PL), que foi citado por Henrique Hermany, preferiu não falar. Nessa sexta-feira, em suas redes sociais, Hermany divulgou vídeo sobre um processo que envolve Azeredo. O promotor Érico Barin, que atuou na Operação Controle, disse que não iria se manifestar.
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Ouça a entrevista na íntegra:
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