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Polêmica

Paulo Guedes chama servidor de ‘parasita’ e é criticado

Em evento nessa sexta-feira, 7, no Rio de Janeiro, ao defender a aprovação de uma reforma administrativa, o ministro da Economia, Paulo Guedes, comparou os servidores públicos a “parasitas” que estariam matando “o hospedeiro”. A frase provocou reação de entidades do setor e também de políticos que apoiam o governo, o que levou o ministério a divulgar uma nota para dizer que a declaração foi “retirada de contexto”.

“O funcionalismo teve aumento de 50% acima da inflação, tem estabilidade de emprego, tem aposentadoria generosa, tem tudo. O hospedeiro está morrendo. O cara (servidor) virou um parasita e o dinheiro não está chegando no povo”, disse Guedes, pela manhã, em evento da FGV.

Ele disse que a aprovação de uma reforma administrativa é necessária para fazer com que mais recursos possam ser direcionados a áreas essenciais. “80% da população brasileira é a favor, inclusive, de demissão do funcionário público, estão muito na frente da gente.” Entre as propostas em estudo pela equipe econômica estão a redução no número de carreiras e também do salário inicial dos servidores, além de mudanças nas regras de estabilidade.

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Em reação, o presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques, disse que o sindicato estuda recorrer à Justiça contra o “assédio institucional”.

Aliados
Entre congressistas, a declaração também gerou críticas. “Há bons e maus em todo lugar, até mesmo na equipe do Guedes. Ou ele acha que está tudo indo muito bem, obrigado?”, escreveu o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP) no Twitter. Para o senador Major Olimpio (PSL-SP), o ministro “quer matar a vaca para acabar com o carrapato”. Diante da repercussão, o Ministério da Economia divulgou nota afirmando que o ministro “reconhece a qualidade do servidor público”. No comunicado, Guedes se justifica dizendo ainda que citava governos com despesas acima do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para gastos com pessoal. “O ministro lamenta profundamente que sua fala tenha sido retirada de contexto pela imprensa, desviando o foco do que é realmente importante no momento: transformar o Estado brasileiro para prestar melhores serviços ao cidadão.”

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