Nas redes sociais, o emprego com carteira assinada virou alvo de memes e ganhou uma conotação negativa nos últimos anos. Mas para mais da metade dos jovens gaúchos em busca da primeira oportunidade de trabalho, o desejo é de que sua primeira vaga seja via CLT. Esse é um dos resultados de levantamento feito pelo CIEE-RS, que analisa as tendências da juventude para o mercado em 2026.
A Pesquisa de Tendências: Mercado de Trabalho ouviu, de forma online, 558 pessoas de todo o Rio Grande do Sul, entre estagiários, aprendizes, jovens em busca da primeira oportunidade de trabalho e representantes de empresas. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, com uma margem de erro de 4%.
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Entre os jovens que procuram uma chance no mercado (27% dos entrevistados), 51,8% esperam ter carteira assinada, dentro do regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), apontando segurança, estabilidade e reconhecimento como fatores que influenciam nessa decisão. Para os estagiários e aprendizes, 38% têm a expectativa de serem efetivados, listando clareza de trajetória e possibilidade de desenvolvimento contínuo como perspectivas de valor.
Visão dos modelos de trabalho
Em um momento no qual empresas começam a rever estratégias sobre o trabalho remoto, a maioria dos jovens (51,3%) acredita que em 2026 o modelo presencial será o mais adotado. Os modelos flexível (22,08%) e híbrido (19,39%) somam mais de 41% das respostas, enquanto apenas 7,2% veem o home office como predominante neste ano.
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Já a preferência pelo formato de trabalho varia de acordo com o momento da carreira: o presencial é predominante entre jovens de 16 a 24 anos, estagiários e aprendizes, enquanto modelos flexíveis e híbridos crescem conforme a trajetória profissional.
Para o CEO do CIEE-RS, Lucas Baldisserotto, esse comportamento reforça a importância dos ambientes presenciais no início da carreira. “A convivência, o aprendizado prático e a troca cotidiana seguem sendo elementos centrais para a formação profissional. Com o avanço da trajetória, a flexibilidade passa a ser percebida como uma conquista associada à maturidade e ao vínculo estabelecido com a organização”, avalia.
Nesse contexto, os resultados da pesquisa indicam um desalinhamento entre parte do discurso sobre o futuro do trabalho e as expectativas reais da juventude. Embora o debate muitas vezes enfatize flexibilidade e formatos descentralizados, os dados mostram que a Geração Z valoriza presença, estabilidade e segurança no início da carreira.
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