Há poucas semanas, o aposentado Geraldo Schwingel teve uma surpresa logo no começo da manhã. Ao ir até a frente de sua casa, localizada na Rua Venâncio Aires, ele encontrou as paredes pichadas. Morando no mesmo lugar há quase 30 anos, ele já tinha visto os vizinhos refazendo a pintura dos muros para remover as marcas, possivelmente deixadas durante a noite. “Vejo esses desenhos em todos os lugares, eu sabia que um dia seria aqui”, lamenta.
Os traços encontrados na residência do aposentado aparecem com uma frequência cada vez maior nas ruas de Santa Cruz do Sul. Seguindo o mesmo padrão, as pichações não são vistas com bons olhos pelos donos dos imóveis. “Na casa da frente eles picharam a mesma coisa, só que na cor branca. Vão passando pela rua e deixando suas marcas onde podem”, conta o aposentado, que já comprou tintas para repintar a parede.
As marcas deixadas com spray vêm sendo feitas sobretudo nas ruas Ernesto Alves, Venâncio Aires e Marechal Floriano. Tanto muros quanto portas e marquises são os locais escolhidos. Recentemente, o banheiro público da Praça da Bandeira também teve as paredes cobertas por traços de spray. Entre eles, assinaturas, frases de protesto e desenhos que, para a maioria das pessoas, não fazem muito sentido, como observou seu Geraldo em sua fachada.
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