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Polêmica

Polícia Federal pede prazo de dois meses para concluir inquérito do Pronaf

Os resultados da investigação acerca das irregularidades na concessão de financiamentos do Programa Nacional de Desenvolvimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que são apurados pela Polícia Federal, só poderão ser divulgados ao final de junho. Segundo o delegado Luciano Flores de Lima, responsável pelo inquérito em Santa Cruz do Sul, a polícia pediu um prazo de dois meses para concluir a apuração dos dados. O motivo seria a realização de uma sindicância interna por parte do Banco do Brasil, que será finalizada apenas no dia 31 de maio.

A ideia da PF é buscar mais subsídios para finalizar as investigações a partir do que for descoberto pela empresa. De início, a expectativa dos policiais era de divulgar respostas sobre o caso já nesta sexta-feira, 24. Porém, devido ao pedido de ampliação do período disponível, os resultados só serão desvendados no meio do ano. O prazo começa a ser contado a partir desta quarta-feira, 22.

Na semana passada, um dia depois de o Banco do Brasil confirmar as irregularidades que envolveriam contratos intermediados pela Associação Santa-Cruzense de Pequenos Agricultores Camponeses (Aspac), ligada judicialmente ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), o vereador Wilson Rabuske (PT), indicado pela Polícia Federal de ser um dos articuladores do esquema de fraudes no Pronaf, voltou a negar a participação no caso. Coordenador do MPA, Rabuske afirmou em coletiva de imprensa que a associação tem como comprovar, através de documentos, que as irregularidades relatadas pela imprensa nos últimos meses não eram verdadeiras.

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“O que a Aspac teve esse tempo todo foi um convênio através do qual recolhia os documentos e fazia os contratos. Quem avalizava, liberava e fiscalizava era o banco. Se o banco está dizendo que houve irregularidade, não podemos falar pelo banco. Não tínhamos ingerência para dizer para um funcionário fazer assim ou assado”, argumentou. 

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