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CONVERSA SENTADA

Preciso de um período sabático

Todos os meus filhos têm curso superior nas mais renomadas universidades do Rio Grande do Sul. Por sinal, uma das filhas é juíza de Direito.

Tive um casamento que se dissolveu harmonicamente, sem nenhum problema. Fiquei anos morando sozinho, mas sempre com os filhos na minha volta.

Conforme referi em uma crônica e em um dos meus livros, eu tinha resolvido não convolar novas núpcias. Estava bem assim.

Certa noite, lá pelas 21 horas, eu já estava deitado, era muito frio. Toca o telefone e um querido colega meu, Luiz Bastos Soares, também juiz, me intimou para ir até o Rose Place, em Porto Alegre, um “point” finamente frequentado.
Eu morava em São Leopoldo, mas fui. Sentamo-nos numa mesinha, os dois apreciando as lindas moças que por aí estavam. Eis que surge uma colega juíza, com seu namorado, mais duas outras moças sozinhas. Glênio e eu fomos convidados pela colega para nos sentarmos com elas.

Uma loirinha me atraiu imediatamente. Tocou o “Unforgettable”, convidei-a para dançar. Ela se chamava Maristela Genro, natural de Santiago, formada pela Unisinos em Direito, com pós na Escola da Magistratura e era concursada pelo TJRS, exercendo as funções de Assessora de Desembargador. Seus pais eram de tradicional família campeira.
Maristela era solteira e fui me apresentar à família dela em Santiago.

Já há trinta anos somos casados e temos um filho: Rudolf Genro Gessinger, 25 anos, formado em Direito pela PUC, advogado. Passei meu escritório em Porto Alegre, no Edifício Tribuno, a ele. Rudolf se criou no meio da pecuária. Também deixei para ele administrar a fazenda.

Maristela se aposentou.

Sou muito grato a ela porque se adequou muito aos meus costumes e convicções. Logo que fomos morar juntos levei-a a Santa Cruz para conhecer minha mãe, minhas irmãs e meus sobrinhos. Minha mãe se apaixonou por ela imediatamente. Na volta, na estrada, Maristela me disse: “como achei lindo tu falando em alemão com tua mãe. Amanhã vou me matricular no Goethe Institut e vou em breve falar em alemão com ela.”

Pois não é que ela até entende bem o básico? Em casa, sempre que posso, peço em alemão as coisas para ela.
Agora ela e eu pensamos em ficar mais soltos, jogando tênis, não tendo mais horários, viajando um pouco. Vou precisar de um período sabático para deixar o tempo fluir calmamente, sem maiores compromissos, sem horários, mas com leves meditações.

Tenho nítida impressão de que meus artigos fugiram, nos últimos tempos, de questões mais relevantes.

Vou, portanto, me dar um tempo, para recarregar as baterias.

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