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Insatisfação

Prefeitos do Centro-Serra vão bloquear a ERS-400

Os prefeitos da Região Centro-Serra prometem uma mobilização para a próxima sexta-feira, 25, das 9 às 11 horas, em Passa Sete. Eles pretendem bloquear a rodovia ERS-400 – que corta o município -, durante o período da mobilização. O ato, chamado de “movimento do bolo”, ocorre em conjunto com todos os municípios do Rio Grande do Sul. Na manhã desta quinta-feira, 24, o prefeito de Lagoa Bonita do Sul e presidente da Associação dos Municípios do Centro-Serra (Amcserra) Gilnei Arlindo Luchese, o prefeito de Sobradinho Luiz Affonso Trevisan e o secretário da Amcserra Alexandre da Silva participaram do Giro Regional da Gazeta FM 98.1.

“Não há repasses para transporte, Assistência Social e Saúde. Depois nós seremos apontados pelo Tribunal de Contas e teremos de desembolsar valores que deveriam ser empregados em outras coisas”, Luchese. Para Trevisan, “as prefeituras correm o risco de quebrar”. Já o secretário da Associação trouxe alguns números importantes que demonstram os problemas enfrentados pelos municípios. “Em educação os municípios gastaram 29% do orçamento, sendo que a obrigação é 25%. Isso ocorre também na área da saúde”, acrescenta.

Nesta sexta-feira, as prefeituras não vão realizar atendimentos. Os prefeitos prometem, ainda, que não haverá transporte escolar na data. Só serão mantidos os serviços essenciais na área da saúde e educação. A Famurs orienta as 27 Associações de Municípios do estado para que a mobilização ocorra em locais onde há maior fluxo de veículos.

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“Queremos que as pessoas tenham a sensibilidade em perceber que não é má vontade do gestor de não querer atender as suas necessidades, mas sim uma falta de recursos por uma irresponsabilidade dos governos federal e estadual que gastaram mais do que arrecadavam”, explica o segundo vice-presidente da Famurs Marcelo Luiz Schreinert. Conforme ele, os municípios estão chegando a um momento em que não vai haver lâmpadas para substituir as queimadas na iluminação pública, ou combustível para o transporte escolar. “E por último vem o parcelamento dos salários do funcionalismo, assim como ocorre hoje com o estado”, comenta.

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