Diante da série de reclamações da população referente aos serviços que vêm sendo prestados em Santa Cruz do Sul, pela Aegea/Corsan, o prefeito Sérgio Moraes convocou uma reunião com representantes da companhia na tarde desta quarta-feira, 25. Estiveram presentes o vice-presidente de Operações, José João de Jesus da Fonseca, e o diretor de Engenharia, Breno CoutinhoO encontro, que o correu no Salão Nobre do Palacinho, contou também com a presença do vice-prefeito, Alex Knak, do promotor de Justiça, Érico Barin e do presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos (Agerst), Fábio Azevedo. Na pauta do encontro, foi cobrado da empresa o retorno sobre a falta d’água em diversos bairros, a forma como os materiais eram deixados nas calçadas depois dos serviços prestados, a cobrança de tarifas em dobro dos moradores, e do esgoto sanitário.
Um dos primeiros a se manifestar, o vice-prefeito Alex Knak afirmou que foram protocolados três ofícios referentes às demandas a serem resolvidas pela Corsan. “Queremos que a companhia faça os devidos investimentos e melhorias e que cumpra o que foi acertado com a Administração Municipal, o que não está acontecendo. Que sejam mais ativos e apresentem resultados. Precisamos de respostas e não de promessas. Eu te confesso que depois daquela coletiva, aquele comunicado, eu achei que ia ter uma mudança radical, eu pensei que iam vir nos apresentar plano de trabalho, plano de ação bem organizado”, afirmou.
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O vice-presidente da Aegea, José Fonseca, destacou que a empresa passa por um problema de gestão e tudo o que foi acordado com a Prefeitura Municipal, será cumprido. “Vamos acertar o que está errado. É uma obrigação resolver estes problemas. Apresentaremos um plano de melhorias para Santa Cruz do Sul”, declarou. Fonseca também mencionou que alguns retornos que foram protocolados pela Agerst, na parte de fiscalização, não tinham chegado ao seu conhecimento.
Ele também reconheceu que muitas empresas que prestam serviços pela Corsan são terceirizadas e precisam ser fiscalizados de uma forma melhor por parte da companhia, como o caso do término dos serviços realizados nas ruas e que ficam materiais sem serem colocados nos devidos locais de onde foram retirados. Como exemplo, no Bairro Margarida, conforme comprovado por fotos pelo vice-prefeito durante a reunião.
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Em sua manifestação, o promotor Érico Barin destacou que existem vários processos no MP referente aos serviços prestados pela Corsan. “Eu tenho que dizer a real para os senhores da nossa percepção sobre o assunto. É como um kinder ovo que a cada mês, a cada período, a gente tem um problema novo que talvez os senhores sequer enxergam o problema”, disse o promotor.
Ao final do encontro, os representantes da companhia asseguraram que vão apresentar um Plano de Trabalho de Setorização.
Também acompanharam a reunião, a sub-procuradora Geral do município, Marina Vetoretti; a secretária municipal de Meio Ambiente, Saneamento e Sustentabilidade, Prissila Bordignon, o representante jurídico da Agerst, Jefferson Zanette, e o fiscal, Claudiomiro Flores.
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