O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Domingos Antonio Velho Lopes, esteve nessa quarta-feira, 4, em Santa Cruz do Sul, dentro do projeto de interiorização da entidade. Em entrevista ao programa Estúdio Interativo, da Rádio Gazeta FM 107,9, ele destacou o potencial do Brasil como pilar de segurança alimentar, energética e ambiental do globo.
O dirigente reforçou que esse otimismo não advém apenas de levantamentos da Farsul, mas de projeções de órgãos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU). A previsão é de que em dez anos a nação amplie sua safra de 350 milhões de toneladas para 600 milhões. “Não apenas supriremos o mercado com grãos, mas atenderemos à demanda de biocombustíveis”, projetou.
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Esse desempenho nacional tem sido notado nos últimos anos. Até 1997, recorda Lopes, o Brasil importava alimentos. Em 28 anos, tornou-se um dos maiores exportadores mundiais, fazendo com que a balança comercial passasse a ser positiva, a partir de 2006, em função do vigor do agronegócio. Segundo ele, espera-se que, daqui a cinco ou sete anos, o País lidere todas as cadeias produtivas. “Onde há competição enfrentamos dificuldades, mas, no restante, somos ativos ambientais e a maior potência atual”, disse.
Visita de interiorização reforça relevância da cadeia do tabaco
Durante sua passagem pela cidade, o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Domingos Antonio Velho Lopes, fez visita de cortesia à sede da Gazeta Grupo de Comunicações. Ele esteve acompanhado do líder do Sindicato Rural local, Marco Antonio dos Santos.
O dirigente foi recebido pelo presidente executivo do grupo, Sydney de Oliveira, e pelo diretor comercial, Lau Ferreira. No encontro, abordou temas como a cadeia agropecuária gaúcha e os impactos do atual cenário geopolítico mundial na área.
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A estadia faz parte de uma série de roteiros pelo interior do Estado, voltados a conhecer a realidade e as demandas do setor primário de cada região. Em relação ao Vale do Rio Pardo, o dirigente reconheceu a importância da produção de tabaco, caracterizada pela agricultura familiar e presença de grandes empresas.
Lopes assumiu a Farsul em 1º de janeiro deste ano, com mandato até 2029. Sobre as prioridades da gestão, afirmou que um dos pilares é a aproximação entre campo e cidade, de forma a mostrar a relevância da atividade rural gaúcha e brasileira. Para tanto, reforçou a importância do diálogo com entidades e a imprensa. Acrescentou que a produção do Rio Grande do Sul é reconhecida internacionalmente por órgãos como a ONU.
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Em audiência com o prefeito Sérgio Moraes (PL), no Palacinho, Lopes detalhou projetos da federação e garantiu apoio aos fumicultores. “A entidade está sempre à disposição. Somos parceiros e uma de nossas pautas é a cadeia do tabaco”, assegurou.
O dirigente elogiou o potencial socioeconômico de Santa Cruz do Sul. O prefeito complementou dizendo que o município possui um povo trabalhador e dedicado desde sua origem. Ao final, Lopes enalteceu a trajetória de Moraes. “Respeitamos sua história. Pode contar com a federação no que precisar”, afirmou.
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Dificuldades dos produtores
Desde 2020, o Rio Grande do Sul registrou apenas uma safra considerada plena: a de 2021. As outras cinco sofreram com a deficiência hídrica. O Estado, recorda o presidente da Farsul, Domingos Antonio Velho Lopes, enfrentava entraves burocráticos e legais quanto à reservação de água. “Essas questões foram vencidas no Conselho Estadual do Meio Ambiente, junto aos órgãos de controle e aos poderes Legislativo e Executivo. Hoje, podemos armazenar o recurso sem danos ambientais”, explicou.
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Atualmente, acrescentou o dirigente, a classe produtiva está descapitalizada. “Temos de trabalhar para buscar linhas de crédito de longo prazo, que possibilitem a continuidade das atividades no campo”, apontou.
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O ciclo de estiagem não representa prejuízo apenas para os agricultores. A seca retirou de circulação mais de 40 milhões de toneladas de grãos em território gaúcho. “Se colocássemos esse volume em caminhões, iríamos de Porto Alegre a Belém, voltaríamos à capital gaúcha e ainda seguiríamos até Brasília. Só em ICMS, a perda supera R$ 40 bilhões”, comparou.
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