A Rua Irmão Emílio, no Bairro Várzea, foi tomada pela fé na noite dessa segunda-feira, 2. Em procissão organizada pelo Terreiro de Candomblé Ilê Asé Ojisé Okan Elèyé e pelo Centro Cultural de Umbanda Ogum das Matas e Yemanjá, dezenas de pessoas celebraram o dia de Yemanjá em Santa Cruz do Sul.
A quarta edição do evento teve concentração nas proximidades da BR-471 e seguiu até o terreiro, localizado quadras adiante, sob escolta da Guarda Municipal e do Corpo de Bombeiros. No local, uma sessão festiva marcou o encerramento das homenagens para a Rainha do Mar.
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Segundo o organizador, o babalorixá Jardel de Logunedé, Yemanjá é um orixá que representa a maternidade. “Ela é a mãe que acolhe a todos, independentemente de qualquer coisa.” Além disso, para ele a iniciativa representa uma conquista. “Nos dias atuais conseguimos erguer uma estátua negra, o que pode ser visto como um grito de liberdade da comunidade afrorreligiosa. Não precisamos mais esconder as nossas origens.”
Ainda conforme Jardel, o propósito maior do momento é proporcionar a reunião em fé e em amor, pedindo paz pelo mundo e equilíbrio. “Desejamos que as pessoas não se percam nos próprios pensamentos, que façam boas escolhas na vida, que tenham discernimento e, principalmente, resiliência. É o que mais precisamos hoje para enfrentar esse mundo e alcançar os nossos objetivos.”

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