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a vida no bairro

Progresso: nome baseado no crescimento

Foto: Rafaelly Machado

Vista aérea do Bairro Progresso

O Bairro Progresso foi criado pela Lei Municipal 6.104, de 22 de dezembro de 2010. Até essa data, segundo a Secretaria de Planejamento de Santa Cruz do Sul, a área era constituída do Bairro Capão da Cruz e da Vila Santo Antônio do Sul. Ainda conforme dados da secretaria, constam no bairro 959 unidades residenciais, quatro unidades de produção agropecuária, 26 empreendimentos comerciais, um estabelecimento industrial e um de prestação de serviços.

Além da Estratégia de Saúde da Família (ESF) Progresso, o bairro conta com a Escola Municipal de Ensino Fundamental Guilherme Hildebrand e com a Escola Municipal de Ensino Infantil Progresso.
Situado na Zona Sul de Santa Cruz, é no Progresso também que está localizado o Residencial Santo Antônio, implantado em 2012, e que conta com 260 apartamentos, distribuídos em 14 blocos. O último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010, apontava que a população estimada do bairro era de 2.244 pessoas, número que deve ter crescido, principalmente devido à instalação desse complexo habitacional.

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Situado muito próximo à BR-471 e ao Distrito Industrial, em 2010, o bairro passou a levar o nome Progresso para fazer alusão ao crescimento que as indústrias ali instaladas proporcionam a Santa Cruz e ao Vale do Rio Pardo.

História

Segundo pesquisa realizada por José Augusto Borowsky em 2013, para a Gazeta do Sul, o caminho por onde passava a velha Maria Fumaça entre 1905 e 1965, ligando Santa Cruz do Sul a Rio Pardo, foi a origem do Bairro Progresso. O núcleo começou a se formar por volta de 1970 e, apesar dos problemas que tem enfrentado, houve uma boa evolução nesse período.

À margem da BR-471, o bairro tem vinculação direta com a implantação do Distrito Industrial. A chegada das primeiras fábricas do setor fumageiro, nos anos 1970, atraiu para aquela região pessoas interessadas nas vagas de safreiro, trabalho temporário no beneficiamento do tabaco. Com dificuldades financeiras, algumas construíram casas precárias no trecho em que passavam os trilhos do trem. Essa faixa de terras, com mais ou menos 15 metros de largura, corria em paralelo à estrada velha para Rio Pardo.

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Até 2010, o Progresso se chamava Santo Antônio do Sul. O bairro fica no final da Avenida Euclydes Kliemann e pode ser acessado através do Bairro Esmeralda ou pelo trevo da antiga Souza Cruz na BR-471, no Distrito Industrial.

Conforme a Secretaria de Planejamento, como o local era denominado Vila Santo Antônio do Sul e lindeiro ao Distrito Industrial, a palavra Progresso vem como um nome positivo para substituir outros termos usados para designar o bairro de forma pejorativa. Além disso, o “progresso” também estaria atribuído à evolução proporcionada pelas indústrias fixadas nas imediações.

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Delimitações

“Inicia em um ponto localizado no entroncamento do eixo da Av. Dep. Euclydes N. Kliemann com o eixo do Corr. Zanette, de onde segue, no sentido leste, sempre pelo eixo deste, até encontrar um ponto localizado no final do eixo do mencionado Corredor, seguindo no sentido leste, em linha reta e imaginária, até atingir um ponto localizado no limite da Zona Urbana, instituída pelo Plano Diretor, de onde segue, sempre acompanhando este limite, até atingir um ponto localizado no alinhamento leste da Estrada Capão da Cruz, de onde segue, no sentido noroeste, até encontrar um ponto localizado no eixo da referida Estrada, de onde segue, no sentido sudoeste, sempre por este eixo, até encontrar um ponto localizado no eixo da referida Estrada e alinhado com o limite da Zona Industrial, instituído pelo Plano Diretor, seguindo sempre por este limite, no sentido noroeste, passando pelos pontos localizado no limite sudoeste da Zona Industrial, localizado no limite noroeste da Zona Industrial, localizado no limite sudoeste da Zona Industrial e localizado no limite noroeste da Zona Industrial, até encontrar um ponto localizado no alinhamento leste da Av. Dep. Euclydes N. Kliemann, de onde segue, no sentido sudoeste, até encontrar um ponto localizado no eixo da referida Avenida, seguindo por este eixo, no sentido norte, até encontrar o ponto inicial.”

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O Beco do Cleber

Um dos locais mais característicos do Bairro Progresso é o Beco do Cleber, que fica paralelo à Avenida Euclydes Kliemann e ainda lembra um pouco do antigo caminho da Maria Fumaça. Ainda conforme pesquisa de Borowsky, a origem do nome está ligada à empresa Cleb Empreendimentos e Negócios que, em 1989, instalou um loteamento popular ao lado do trecho que fora ocupado pelas famílias. Dessa forma, a sigla Cleb logo acabou virando “Clebe” e, depois, Beco do Cleber.

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Marlene Teresinha Machado, de 71 anos, criou filhos e netos no bairro

Uma das moradoras mais antigas é Marlene Teresinha Machado, de 71 anos. Vinda de Sinimbu há mais de 50 anos, fixou residência onde hoje está a antiga Souza Cruz. “Eu morei lá em cima, daí a Souza comprou aquela área. Quem morava lá naquela época teve que vir para cá”, diz sobre o local onde mora atualmente, no Beco do Cleber. Com inúmeros netos e bisnetos, Marlene conta que viu a família crescer junto com a expansão do bairro. “Meu filho mais velho vai fazer 51 anos e eu criei ele aqui. Os meus outros filhos todos nasceram e se criaram aqui. Na época não tinha nenhuma casa, era só barraquinha rodeada de saco de estopa”, relembra.

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Reivindicações

Há cerca de dois anos, foi feito asfalto na rua onde Marlene mora. De acordo com outras pessoas, ainda são necessários outros investimentos no Bairro Progresso. “Aqui no Arroio do Almoço falta uma ponte. As crianças passam pela água indo e vindo da escola. É um perigo”, relata um morador que prefere não se identificar. A Prefeitura de Santa Cruz do Sul informou que irá avaliar as reivindicações.

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Moradores do Beco do Cleber pedem por uma ponte em arroio 

Além disso, para alguns moradores, o Progresso acaba sendo deixado de lado pelo poder público. “Falta um lugar para as crianças, como uma quadra, também não temos um Centro de Referência de Assistência Social (Cras)”, comenta o morador. “Aqui é o polo industrial de Santa Cruz. Deveria ser um bairro chamativo, é uma porta de entrada, é um bairro que cresceu muito”, acrescenta.

Conforme a administração municipal, o Bairro Progresso é vinculado ao Cras Central. A Secretaria de Habitação, Desenvolvimento Social e Esporte distribui mais de 700 refeições/mês aos moradores da localidade. O ponto de distribuição é no prédio ao lado da ESF Progresso.

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Expandir os negócios

Comerciante Édico Pereira afirma que pretende investir ainda mais

Nascido e criado no bairro, Édico Pereira, de 34 anos, escolheu o local para investir e montar o próprio negócio. Há 12 anos, o Progresso Mercado e Açougue leva produtos de qualidade para o morador, mas também para pessoas vindas de outras regiões de Santa Cruz do Sul. “Eu nasci e me criei aqui e daí surgiu a oportunidade. Meu pai já tinha um barzinho, ele ficou cego e resolvi ajudar. Acabei comprando dele e montei o negócio.”

Além de ser um bairro bom para morar e empreender, a clientela é ótima, segundo o empresário. “Tem clientes fiéis do bairro, mas a gente tenta trazer de fora também. Invisto em muita divulgação da marca e faço ofertas, principalmente na parte de carnes, para aproximar o público.”

A ideia é continuar no bairro e até investir ainda mais no local. “Até já tenho ideia de montar mais negócios. Semana que vem já vai sair um projeto”, adianta. Pereira observa que o Progresso é um bairro bom de viver e trabalhar, mas ainda necessita de mais investimentos do poder público.

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