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Projeto Repensar: duas santa-cruzenses entre os melhores do RS na redação

Foto: Arquivo Pessoal

Luísa adaptou sua rotina aos conteúdos da escola e do cursinho. Já Roberta destaca a importância da leitura para a construção de repertório

Cada vez mais disputado, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) oferece um desafio anual aos estudantes que pretendem ingressar em uma universidade pública. Além das 180 questões, existe ainda a redação, que muitas vezes é o diferencial para que o objetivo seja alcançado. Em Santa Cruz do Sul, as estudantes do Colégio Mauá Roberta Faller e Luísa Rech, ambas de 18 anos, estão entre as melhores do Estado, com nota 980. Em todo o Brasil, somente 28 pessoas alcançaram a nota mil, entre mais de 6 milhões de participantes.

Um resultado tão bom exige uma rotina rigorosa de estudos. Roberta assiste às aulas durante a manhã e resume os conteúdos após o almoço para, só então, resolver os exercícios propostos. Para a redação, ela seleciona previamente informações de diferentes áreas do conhecimento que possam enriquecer seu repertório. Por fim, a prática é o que garante o aperfeiçoamento da escrita. Além do estudo por conta própria, ela faz aulas de redação desde 2019.

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Situação parecida é vivida por Luísa, que precisou conciliar as aulas da escola, durante a manhã, e o cursinho, à noite. “Tendo em vista que eu rendo mais na parte da manhã, acordava duas horas antes do colégio começar para terminar as tarefas e utilizar o restante do tempo para focar no Enem”, conta. Em 2019, ano em que começou a estudar para o Enem, ela já havia pontuado 940 na redação.

As duas estudantes afirmam que as leituras são fundamentais para garantir uma boa bagagem de referências, que foi construída com o hábito de ler temas variados desde a infância. “Gosto muito de ler obras que retratem outras culturas ou períodos da história, trazendo protagonistas diversos e com realidades diferentes da minha. Creio que isso foi o diferencial para ter uma base tanto para a escrita quanto para o repertório”, comenta Roberta. “Quanto maior for a variedade de gêneros, mesmo que não estejam na nossa zona de conforto, maior é a segurança para entender e saber falar sobre qualquer tema”, acrescenta Luísa.

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É preciso praticar
Ao comentarem sobre o caminho para ter uma boa nota na redação, as estudantes reforçam a importância de praticar. “Além disso, o diferencial foi buscar apostilas com redações de nota mil, disponíveis de forma gratuita na internet, para me inspirar e elevar minha escrita”, diz Roberta. Fazer ao menos um texto por semana ou a cada 15 dias e analisar as redações de anos anteriores são as dicas de Luísa, para que o estudante consiga entender como se organiza o texto e como deve utilizar argumentos e referências.

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