A executiva nacional do PTB fez o DEM passar por um enorme constrangimento nesta quarta-feira, 8. Em reunião realizada entre a noite de terça, 7, e a madrugada desta quarta, os trabalhistas rejeitaram a fusão imediata entre os dois partidos, optando por manter seus cargos no governo, como a titularidade do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e consultar as bases até setembro.
Já estava encaminhada a união entre as siglas, principalmente após a cúpula do DEM aprovar a fusão com o PTB, em reunião ocorrida também nesta terça, por 21 votos a quatro. A recusa representa uma derrota para os presidentes dos dois partidos, o senador José Agripino Maia (DEM-RN) e a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), que articulam a fusão.
Quem comandou a rejeição do PTB a união com o DEM foi o deputado goiano Jovair Arantes, que apoia o governo Dilma. Pelo lado dos democratas, o senador Ronaldo Caiado, uma das principais lideranças da oposição, comemorou a posição dos trabalhistas.
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“Vexame. O PTB deu uma lição de coerência ao DEM. Eu disse que essa fusão era um erro. Precisou o partido governista dar uma chacoalhada no oposicionista e cobrar coerência. Que constrangimento a nossa Executiva impôs ao DEM”, escreveu o parlamentar, em seu perfil no Twitter. Ele ameaçou deixar o partido caso a união se concretizasse.