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Quais dados compõem a bandeira laranja atribuída à região de Santa Cruz

Foto: Alencar da Rosa

O novo modelo de distanciamento controlado a ser seguido no Rio Grande do Sul, como parte do enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, foi divulgado na tarde desta quinta-feira, 30, pelo governo do Estado. Em transmissão por vídeo no Facebook, o governador Eduardo Leite e a secretária estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos, detalharam a estratégia.

Baseado em uma série de critérios científicos e de pesquisa, quatro estágios de controle a partir de cores de bandeiras foram determinados pelo governo estadual para definir as restrições proporcionais. Elas levam em conta o nível de segurança do contágio da Covid-19 e o respectivo impacto econômico, para setores como educação, comércio, serviços, indústria, transportes e agricultura. As bandeiras vão da amarela, na situação mais branda, passando por laranja e vermelha até a preta, quando seria necessário o isolamento social total (lockdown).


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A bandeira final de cada região foi calculada a partir de 11 de indicadores, para os quais são atribuídos pesos diferentes, de acordo com a importância do dado. Há uma regra para redução da bandeira: se a região teve cinco ou menos casos confirmados no período de 14 dias, a bandeira é reduzida em um nível.

A região de Santa Cruz do Sul – que engloba ainda Candelária, Gramado Xavier, Herveiras, Mato Leitão, Pantano Grande, Passo do Sobrado, Rio Pardo, Sinimbu, Vale do Sol, Vale Verde, Venâncio Aires e Vera Cruz – foi classificada com a bandeira laranja. Já a área que conta com Encruzilhada do Sul e Cachoeira do Sul ficou dentro da bandeira amarela.

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Nos nove indicadores com dados regionais considerados pelo modelo, a região de Santa Cruz teve três bandeiras laranjas, três bandeiras vermelhas, duas pretas e uma amarela. Os dados do governo do Estado foram atualizados no dia 28 de abril. Veja abaixo a relação entre o indicador e a cor atribuída à situação na região:

Casos confirmados nos últimos sete dias, em comparação aos casos confirmados nos sete dias anteriores – LARANJA

Variação na quantidade de internados em UTI com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – LARANJA

Variação na quantidade de pacientes com Covid-19 confirmada internados em leitos clínicos – PRETA

Variação na quantidade de pacientes com Covid-19 confirmada internados em UTI – VERMELHA

Relação entre casos ativos e casos recuperados – PRETA – quando o número de recuperados é menor do que o de casos ativos, entende-se que a curva de disseminação do vírus está ainda no início

Número de casos confirmados nos últimos sete dias, para cada 100 mil habitantes – AMARELA

Número de mortes nos últimos sete dias, para cada 100 mil habitantes – LARANJA

Leitos de UTI disponíveis para cada 100 mil habitantes com mais de 60 anos de idade – VERMELHA

Variação na quantidade de leitos de UTI disponíveis em sete dias – VERMELHA

Há dois indicadores que avaliam a situação do Rio Grande do Sul, como um todo: o número total de leitos de UTI disponíveis e a variação desta disponibilidade em sete dias. Em ambos os casos, o Estado teve atribuída a bandeira laranja.

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Com bandeira vermelha, comércio fecha as portas

Os protocolos do que pode ou não funcionar em cada bandeira ainda estão sendo elaborados pelo governo do Estado. No entanto, a Gazeta do Sul apurou que nas regiões com cores amarela e laranja, os prefeitos podem autorizar a abertura de restaurantes e lanchonetes. Bares não. As regiões de Lajeado e de Passo Fundo foram as únicas do Rio Grande do Sul a receberem classificação de bandeira vermelha e terão o comércio obrigatoriamente fechado já a partir desta sexta-feira, 1º.

Região de Santa Cruz do Sul é a “r_28”

Nenhuma região ficou com bandeira preta neste primeiro momento. As classificações, segundo Eduardo Leite, serão reavaliadas semanalmente e poderão ser alteradas, mediante novos índices e critérios apresentados pelos municípios e regiões.

O governo do Estado lançará ao longo desta sexta-feira um decreto de transição que ficará vigente até a publicação da norma que definirá o distanciamento social controlado no Estado. Na prática, as regras transitórias devem valer apenas durante a semana que vem para que o distanciamento controlado seja implementado na primeira quinzena de maio.

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