O basquete no Brasil já pegou as grandes manchetes no passado devido ao espetáculo do esporte e aos grandes públicos que lotavam ginásios por todo o País, seja capital ou interior. A primeira paixão desta nação é, sempre foi e para sempre será o futebol, mas a bola laranja brigou e por muitos anos foi a segunda mais popular, em especial na era de ouro de Oscar Schmidt e companhia, que brigavam com as grandes potências em nível de seleção, e com grandes clubes e investimentos milionários nos bastidores.
Vem o início dos anos 2000, com o fim de uma geração de ídolos nacionais. Para acrescentar no limbo, o campeonato nacional entrava em disputa, com brigas nos bastidores entre confederação e clubes. Assim, logo deixamos de ter uma liga competitiva para liga nenhuma em menos de uma década. Com o basquete nas sombras, perdeu o espaço, que foi conquistado rapidamente pelo vôlei.
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São 20 anos de restruturação, de uma modalidade que recolhe os cacos para, quem sabe um dia, voltar ao Olimpo. Vejo um esforço grande, mas isso rapidamente cai por terra. Nos últimos 60 dias, vimos a querida bola laranja ganhar manchetes nacionais mais uma vez, mas não da forma que gostaríamos. Com os recentes casos de manipulação de resultados e briga generalizada em ginásio, afunda o esforço da reconstrução. A imagem é imediatamente manchada, vira piada na boca do povo.
E nós, que vivemos a atmosfera do basquete no dia a dia, e os profissionais do meio? Por isso valorizo os projetos de Santa Cruz do Sul e Franca, com comunidades que são resistência, respiram desde sempre a modalidade, valorizam as pessoas que fazem acontecer e buscam mais. Que sirva de inspiração para criação de novos núcleos, e que notícias anuais, como grandes times abandonando a Liga Nacional para priorizar o futebol, fiquem cada vez mais raras. Fazer e divulgar o basquete no Brasil é um esforço monumental, por vezes sem retorno, mas que alimenta uma semente da influência.
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A ideia de levar o esporte à cultura das ruas e bairros, com força na periferia, rasga uma bolha elitista que se criou. O verdadeiro basquete começa na comunidade.
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