O custo de produção da atual safra de tabaco, o reajuste de preço e a projeção da safra 2016/2017 integram a pauta da reunião que acontece nos próximos dias 22 e 23, na sede da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), em Santa Cruz do Sul, entre as entidades representativas dos produtores e líderes das empresas fumageiras. As entidades que representam os fumicultores são as federações da Agricultura (Farsul, Faesp e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, e a Afubra.
No dia 22, pela manhã, a reunião será somente entre as entidades e a Afubra. A partir da tarde, ocorrerão os encontros individuais com as empresas Alliance One, China Brasil Tabacos, JTI, Philip Morris, Souza Cruz e Universal Leaf. Conforme o presidente da Afubra, Benício Werner, na manhã do primeiro dia a Afubra e as demais entidades representativas avaliam o custo de produção, a projeção da safra e os índices inflacionários e formulam sua proposta de reajuste de preço do tabaco, que depois será apresentada às empresas.
Werner disse que a Afubra vai para esse encontro com expectativa positiva, buscando um resultado interessante e lucrativo para os produtores. Em entrevista à Rádio Gazeta ontem, o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Carlos Joel da Silva, falou que há indicações de que o custo de produção teve um aumento, o qual terá que ser considerado na hora de definir o preço do tabaco. Sobre o que o produtor pode esperar nesta safra, considerando que o preço que ele recebe depende da oferta e da procura, disse acreditar que esta será uma safra normal.
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Silva observou que há algumas questões desfavoráveis, em nível mundial, como uma produção maior na África, que podem ter reflexos negativos no Brasil. “Outra questão que pode nos atrapalhar é que temos uma safra um pouco maior que a do ano passado”, salientou. No entanto, frisou que isso pode ser compensado pela qualidade e também com o dólar, “que está num patamar bom para discutir preço e para exportar”.