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VALE DO RIO PARDO

Safra de noz-pecã deve ser superior a 300 toneladas

Com a expansão recente, grande parte dos municípios da região produz noz-pecã, em diferentes fases de desenvolvimento. Foto: IBPecan/Divulgação

A safra de noz-pecã deste ano deve alcançar cerca de 330 toneladas no Baixo Vale do Rio Pardo, conforme estimativa da Emater/RS-Ascar. O resultado confirma a expectativa de um ciclo positivo para a cultura, impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela boa formação dos frutos nos pomares.

Segundo o extensionista rural e assistente técnico da Regional da Emater/RS-Ascar de Soledade, Vivairo Zago, a avaliação geral é de uma safra “muito boa”, especialmente em função do clima ao longo do ciclo produtivo. “O que se observa é que os pomares estão bem carregados, com boa qualidade. O clima ajudou, principalmente no período de enchimento da amêndoa, que é determinante para o rendimento final”, explica.

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Na região, o cultivo da noz-pecã soma áreas em grande parte dos municípios, resultado de uma expansão recente da cultura. Apesar disso, a produção ainda é considerada heterogênea, já que boa parte dos pomares não está em plena maturidade.

Segundo Zago, esse fator explica os volumes ainda modestos em relação à área plantada. “Boa parte das áreas ainda não está em plena produção, por isso o rendimento médio geral é mais baixo. Mas nas áreas já consolidadas, a produtividade é maior”, observa. Nas áreas em plena produção, o rendimento gira em torno de 1,2 tonelada por hectare, associado ao manejo nutricional e fitossanitário adequado.

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Produção

Encruzilhada lidera em área e produção

Entre os municípios, Encruzilhada do Sul se destaca com a maior área plantada, somando 490 hectares e produção estimada de 90 toneladas. Concentra uma das maiores áreas de noz-pecã do Estado, embora ainda tenha parcelas significativas em fase de formação. Rio Pardo também aparece entre os principais produtores, com 100 hectares e estimativa de 90 toneladas, seguido por General Câmara, com área semelhante e uma produção projetada de 55 toneladas.

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Outros municípios com participação relevante são Pantano Grande, com 75 hectares e 35 toneladas; Santa Cruz do Sul, com 90 hectares e 35 toneladas; e Venâncio Aires, com 32,2 hectares e 10 toneladas. A produção regional ainda inclui volumes menores, mas distribuídos em diversas localidades, como Vera Cruz, com 6 toneladas; Candelária, com 3; Passo do Sobrado, 2; Sinimbu, com 1,5; Herveiras, 2; e Vale Verde, 0,5.

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A definição dos preços ainda depende do início efetivo da comercialização, mas a projeção inicial indica valores entre R$ 15,00 e R$ 17,00 por quilo ao produtor. Segundo Vivairo Zago, o rendimento da noz é o principal fator que determina o valor final a ser pago. “Nozes com rendimento de 50% têm valor bem superior às de 47%, por exemplo. Isso porque o que importa é o aproveitamento da amêndoa, que é a parte comercial”, explica.

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Cenário nacional aponta recuperação

No Brasil, a safra de noz-pecã indica recuperação após dois ciclos de perdas, com produção que pode se aproximar de 8 mil toneladas. O avanço é atribuído à regularidade climática e à evolução no manejo dos pomares. Além do aumento no volume, produtores têm relatado melhora na qualidade dos frutos, fator considerado estratégico para o fortalecimento da cadeia produtiva.

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Mesmo com o bom desempenho nesta safra, a pecanicultura ainda está em processo de consolidação no Vale do Rio Pardo. A tendência é de crescimento gradual nos próximos anos, à medida que os pomares mais jovens atinjam maturidade produtiva. “O potencial é grande. Conforme essas áreas entrarem em produção plena, a tendência é de aumento significativo no volume produzido”, projeta Zago.

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