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DIRETO DA REDAÇÃO

Santa Cruz de leste a oeste

O exercício do jornalismo, ao tempo em que tem como propósito acompanhar diuturnamente o que ocorre na área de atuação ou de abrangência do veículo de comunicação, ocupando-se, assim, dos fatos que narram a história da comunidade, igualmente tem o compromisso de ser um repositório da memória. Narrar ou registrar fatos ou acontecimentos por si só envolveria pouco calor humano, fazendo, assim, quase um mero apontamento, sem a avaliação das decorrências desses fatos ou sem as inúmeras opiniões e consequências que eles alimentam. E isso, nos dias atuais, muitos, até por conveniência ou de propósito, buscam ignorar ou descuidar: que fazer jornalismo e informar não é apenas dizer que algo aconteceu, mas especialmente investigar por que aconteceu, com que objetivo ou finalidade, ou a que variados interesses (nem sempre nobres) atende ou pode vir a atender, no presente ou até no futuro.

Diante dessa premissa do jornalismo, de atuar olhando para o presente, para os fatos, e ao mesmo tempo lembrar, reavivar, os acontecimentos relevantes do passado, recente ou nem tanto, cada veículo tende a se pautar a fim de favorecer os debates em sociedade. A Gazeta, tanto através do jornal quanto das rádios, da editora e do Portal Gaz, busca manter-se sempre atenta aos novos movimentos e às demandas que sugerem desenvolvimento e progresso, e não apenas em uma ou outra área, mas em todos os espaços. Afinal, se a alguns a política e a economia mobilizam, a outros o que lhes emociona ou ocupa são as artes, a cultura, a educação, a saúde, a segurança, o esporte, o meio ambiente, os animais, a agricultura. E a Gazeta tem como meta acolher e dar máxima visibilidade a todos os segmentos ativos na região.

E, com esse viés, nesta edição iluminamos uma região que cresce e se desenvolve a olhos vistos. É a ala leste da cidade, para muito além do antigo limite que era a AABB e que, em direção a Linha João Alves, fez do que antes era uma localidade rural um eclético, moderno e variado bairro, já quase autossuficiente.

A exemplo da pujança da região leste, que tão rápido se urbanizou, outro tema que mobiliza emoções emerge no extremo oposto, na ala oeste: é a transferência do Santuário de Schoenstatt. A Gazeta acompanha essa celeuma, com a decisão das Irmãs de negociar as benfeitorias, e a reação de contrariedade de parte dos fiéis. Fica, do imbróglio, uma amarga lição. Tão amarga que talvez venha a se estender por muitos anos, e significa uma fissura incompreensível em um terreno espiritual, que, por sua essência ou razão de ser, deveria estar ungido pela graça (palavra a essa altura de todo deslocada numa questão que se tornou financeira). Estabeleceu-se uma triste quebra de confiança de uma congregação para com seus fiéis, e, por extensão, com toda a comunidade na qual se inseria, um arranhão terrível na história. Boa leitura, e um bom final de semana para todos.

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