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Santa Cruz em alerta por causa do mosquito Aedes aegypti

A preocupação cresceu com o mosquito Aedes aegypti em Santa Cruz do Sul. A situação piorou em relação ao ano passado e sequer chegamos na primavera. O calor favorece o desenvolvimento do vetor de doenças como dengue, chikungunya e zika. O coordenador municipal do Departamento de Ações de Combate ao Mosquito da Dengue da Vigilância Sanitária de Santa Cruz do Sul, Leonardo Rodrigues, ressalta que a equipe envolve 84 agentes de saúde dos bairros e outros dez agentes específicos. 

As visitas são feitas de casa em casa e os moradores são orientados como prevenir possíveis criadouros. Ele pede a paciência e auxílio da população. “Pedimos para que as pessoas dediquem dez ou 15 minutos por semana. Muitas vezes, são detalhes que propiciam a proliferação do mosquito. A água parada em uma folha pode ser criadouro, assim como na vasilha dos animais de estimação”, salienta.

Rodrigues aponta que o maior problema são os lixões que se formam em terrenos baldios a partir do descarte de objetos e utensílios. Ele explica que o morador pode agendar o recolhimento de entulho pelo telefone 3711-9439. “Se a pessoa acredita que despejando lixo em outro ponto da cidade não irá afetá-la, está enganada. Essa ação poderá ampliar a infestação do mosquito, o que implicará em risco para todos. 


 Agentes estão vistoriando pontos em residências e orientando os moradores de Santa Cruz do Sul.
Foto: Bruno Pedry.

A principal cobrança do prefeito é em relação aos lixões”, frisa. Um mutirão de limpeza foi realizado em abril, principalmente depois do Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (Liraa) indicar que o Bairro Schulz tinha 71 focos e 314 larvas positivas. Para avaliar o atual trabalho de combate, um novo Liraa será feito em novembro para que um relatório seja enviado ao Ministério da Saúde. 

Seis bairros em estado de atenção

Mesmo no inverno, os números continuaram aumentando. No último registro, ainda neste mês, já são 143 focos e 618 larvas positivas no acumulado do ano. Muito diferente de novembro do ano passado, quando um levantamento indicou que o índice estava zerado com base em larvas recolhidas em 20% de todas as residências da área urbana. Durante o ano de 2016, foram apenas 20 focos e 39 larvas positivas.

O alerta não se restringe mais ao Bairro Schulz. O estado de atenção vale para o Centro, Universitário, Goiás, Senai e Bom Jesus. Ontem, acompanhamos a vistoria do agente Luís Augusto Bohnenberger. Com olhos treinados, não deixava escapar nada. Conferiu ralos, vasos de planta, bebedouros de animais, calhas, objetos curvos que acumulam água. Ao mesmo tempo, orientava o morador a colocar areia nos vasos de planta, água sanitária nos ralos e caixa de esgoto e aplicação de veneno para matar larvas. A Secretaria de Saúde informou que não houve nenhum caso de dengue neste ano em Santa Cruz.

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