As vendas das empresas de Santa Cruz do Sul para o mercado externo cresceram 11,25% no ano passado em relação a 2024. O município exportou US$ 1.873.323.528,00 em 2025 – US$ 189 milhões a mais no comparativo com 2024. As importações também tiveram aumento, somando US$ 157.601.751,00 – em 2024, chegaram a US$ 125 milhões.
O produto mais exportado foi o tabaco não manufaturado, responsável por mais de US$ 1,678 bilhão, valor correspondente a 291 milhões de quilos. Ante 2024, o aumento foi de 50 milhões de quilos.
A venda para fora do País de cigarros, charutos e cigarrilhas rendeu mais de US$ 19 milhões. Na sequência, outros produtos também ganham destaque, como móveis, arroz, pedras preciosas, papel para cigarros, sementes, artigos e equipamentos para prática de exercícios físicos e máquinas e aparelhos de elevação de carga/descarga ou movimentação. Na lista aparece ainda o milho como 14º item mais exportado. A receita desse produto foi de mais de US$ 1,6 milhão.
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As importações também foram puxadas pelo tabaco (usado para complementações nas cigarreiras), que alcançou quase US$ 39 milhões. Já o item pastas de materiais têxteis respondeu por US$ 24 milhões nesse quesito.
Exportações de Santa Cruz em 2025

Venâncio Aires também se destaca nos embarques
Venâncio Aires também se destaca em exportação. A Capital do Chimarrão mandou para o exterior produtos equivalentes a US$ 1,211 bilhão – e o carro-chefe igualmente foi o tabaco, com mais de US$ 1,137 bilhão em vendas pelas empresas exportadoras com sede no município. Logo na sequência vem o mate, que gerou mais de US$ 7,197 milhões. No setor metal-mecânico, as vendas de refrigeradores, congeladores, máquinas e aparelhos para a produção de frio alcançaram US$ 3.139.331,00.
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Da mesma forma, Vera Cruz se destaca em exportação a partir do tabaco, que somou mais de US$ 70 milhões. Logo a seguir aparecem como itens mais exportados iates, barcos e outras embarcações, que foram vendidos para fora do País por US$ 626 mil.
A proteína animal é o que coloca Pantano Grande na lista dos maiores exportadores do Vale do Rio Pardo. No ano passado, o município vendeu ao mercado externo mais de US$ 20 milhões em carne bovina fresca, resfriada e congelada.
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Encruzilhada do Sul, por sua vez, tem como maiores itens de exportação a lenha em qualquer estado e madeira, serradura e demais resíduos de madeira – como bríquetes e pellets –, somando mais de US$ 5,6 milhões. Ainda aparecem como itens mais vendidos ao exterior frutas e cascas de frutos cítricos.
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Candelária também registra como item mais exportado o tabaco, com venda de mais de US$ 1,44 milhão. Em seguida aparecem móveis, mobiliários e aparelhos de iluminação, somando US$ 1,31 milhão.
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Já Rio Pardo registrou em 2025 pouco mais de US$ 29 mil em vendas externas, com preparações à base de cereais, farinhas, amidos ou leite – como produtos de padaria, pastelaria ou indústria de bolachas e biscoitos. Outros itens foram hóstias, pastas secas de farinha e obreias.
Indústria de transformação tem avanço
Com aumento de 2,1% na quantidade e de 0,7% nos preços de venda, as exportações da indústria de transformação do Rio Grande do Sul cresceram 2,8% em 2025, em comparação com 2024. Foram US$ 16,8 bilhões exportados no total, avanço de US$ 449,3 milhões em relação ao ano anterior, conforme dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).
Já para os Estados Unidos, a relação comercial foi muito afetada pela taxação imposta pelo governo de Donald Trump, que ainda atinge 88% dos produtos made in RS. Entre agosto e dezembro de 2025, após as taxações contra produtos brasileiros, os embarques gaúchos para o país somaram US$ 497,7 milhões, queda de 37% (ou US$ 292 milhões) na comparação com o mesmo período de 2024. No acumulado do ano, as exportações para aquele país caíram 10,8%.
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O desempenho positivo ao longo de 2025 mostrou-se volátil e desacelerado no segundo semestre. De janeiro a março, as exportações da indústria de transformação gaúcha cresceram 5,8%, baixando para 4,4% entre abril e junho. Já de julho a setembro, a elevação foi moderada (1,4%), enquanto entre outubro e dezembro o impacto foi mais sentido pela indústria, mantendo-se praticamente estável, com somente 0,2% de aumento.
A análise por segmento mostra que o avanço das exportações da indústria de transformação no Rio Grande do Sul foi pouco disseminado em 2025, com apenas 11 dos 23 segmentos se expandindo. Os principais destaques positivos foram tabaco (+11,2%) e veículos automotores (+27,8%). Em contrapartida, recuaram máquinas e equipamentos (-11,7%) e produtos de metal (-14,2%).
As importações gaúchas ao longo do ano passado subiram 3,4% na comparação com 2024, atingindo US$ 13,4 bilhões. A maior parte das compras se concentrou em produtos do ramo de automóveis, camionetas e utilitários (US$ 2,2 bilhões), vindos principalmente da Argentina.
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