A médica Denise Müller, presidente da Associação de Prevenção do Câncer de Colo de Útero (Apcolu) usou a Tribuna Popular da Câmara de Vereadores para apresentar os resultados do Projeto Polonese, executado em 2025. O projeto teve recursos investidos do município de Santa Cruz do Sul, via sobras da Câmara, destinados no início do ano passado.
O Projeto Polonese 2025 é uma iniciativa da Apcolu em colaboração com o Programa Imuniza Escola do governo do Estado do Rio Grande do Sul, alcançou e superou suas metas de cobertura vacinal contra o HPV, conforme detalhado em seu relatório de monitoramento e avaliação. O projeto, focado na educação em saúde e prevenção do câncer de colo de útero, impactou todas as 26 escolas municipais de Ensino Fundamental (EMEFs) de Santa Cruz do Sul, atingindo 1.526 alunos.
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Lançado em julho de 2025, o Projeto Polonese implementou palestras educativas direcionadas a alunos de 12 a 15 anos, pais e funcionários escolares. A iniciativa visou conscientizar sobre a importância da vacinação contra o HPV na prevenção de seis tipos de cânceres, incluindo o de colo de útero. Em escolas com apenas séries iniciais, a Apcolu distribuiu materiais informativos e promoveu engajamento online.
Um dos marcos do projeto foi a articulação estratégica com as Secretarias de Saúde e Educação Municipais, que resultou em ações de busca ativa para adolescentes não vacinados ou hesitantes. A ampliação temporária da faixa etária de vacinação contra o HPV pelo Ministério da Saúde, até os 19 anos em 2025, aliada às atividades de vacinação nas escolas realizadas pelas equipes de Atenção Primária à Saúde e Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Sesa), foi crucial para o sucesso.
Os resultados são notáveis: a cobertura vacinal contra o HPV para a população-alvo (9 a 14 anos, ambos os sexos) em Santa Cruz do Sul saltou de 56,54% em abril de 2025 para 81,59% em dezembro do mesmo ano, superando a meta de 80%. Dados do Ministério da Saúde indicam que, em dezembro de 2025, o município atingiu 98,04% de cobertura entre as meninas e 84,19% entre os meninos, patamares que se alinham aos critérios de “eliminação” ou “controle da circulação viral” estabelecidos pelo Guia da Vigilância em Saúde [3].
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“Estamos extremamente orgulhosos dos resultados do Projeto Polonese 2025”, afirma Denise Henriqson, gestora do Termo de Colaboração nº 038/PGM/2024. “A colaboração entre APCOLU, escolas e as equipes de saúde demonstrou o poder da educação e do acesso facilitado à vacinação para proteger a saúde de nossos jovens e prevenir doenças graves como o câncer de colo de útero.”
Para 2026, o Programa Saúde na Escola (PSE) já prevê a resolução do déficit de profissionais, com a integração de uma equipe de três enfermeiros e três técnicos de enfermagem, garantindo a continuidade e expansão das ações educativas e assistenciais em todas as 83 escolas abrangidas pelo programa.
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