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Desemprego

Santa Cruz teve 139 vagas de emprego a menos em maio

Sete anos após registrar um deficit de 443 vagas de emprego no mês de maio, Santa Cruz do Sul voltou a ter saldo negativo na geração de trabalho em 2015. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho, no mês passado, 1.805 pessoas foram contratadas, enquanto 1.944 foram demitidas. Com isso, Santa Cruz passou a ocupar a 41ª posição no ranking de geração de emprego de municípios com mais de 30 mil habitantes, que tem Venâncio Aires em 1º lugar, com saldo positivo de 82 vagas. No Vale do Rio Pardo, ainda perde para Rio Pardo, que aparece em 31ª posição, com saldo negativo de 88 vagas. 

Os números referentes a admissões e desligamentos constam no Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (Caged).  Conforme o Ministério do Trabalho, no Brasil, foram encerradas mais de 115 mil vagas de trabalho com carteira assinada em maio deste ano.  O resultado é considerado o pior para o mês desde 1992. Apenas no Rio Grande do Sul, o deficit foi de 15.815 vagas. 

Acompanhando os dados do País, o principal responsável pelas demissões no Estado foi o setor da indústria de transformação, que teve 61 mil vagas cortadas no Brasil e 5,9 mil no território gaúcho. Enquanto isso, em Santa Cruz do Sul, os setores que mais demitiram em maio de 2015 foram: comércio (-86), serviços (-54) e construção civil (-35). Já a indústria de transformação apresentou saldo de 45 admissões a mais do que demissões. Já a indústria de transformação foi responsável por um saldo positivo no município. Foram 847 admissões, contra 802 demissões. 

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Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Ciência e Tecnologia, Cesar Cechinato, a situação de Santa Cruz do Sul acompanha o cenário gaúcho e brasileiro, porém, com menor intensidade. “Já sabíamos dessa tendência desde o ano passado. Os sinais de que isso aconteceria começaram a aparecer em 2013.” Ele lembrou que nos meses de julho, agosto e setembro o município também deverá ter dados negativos sobre vagas de emprego, tendo em vista que ocorrem os desligamentos dos trabalhadores temporários do setor fumageiro. Conforme Cechinato, o Executivo trabalha para tentar diminuir a crise buscando a instalação de novas indústrias e a manutenção das que já estão em Santa Cruz.

De acordo com o Caged, esse foi o quarto mês de queda no emprego neste ano. A diminuição de vagas ocorre devido à retração da atividade de vários setores da economia, como a indústria, o comércio e a construção civil. Os números sobre o desemprego foram divulgados pelo ministro do Trabalho Manoel Dias em Campo Grande, Mato Grasso do Sul. O estado teve o melhor desempenho na contratação de trabalhadores do País, com 534 vagas criadas. A expectativa, segundo Dias, é de um cenário melhor no segundo semestre do ano. Para ele, é preciso que se ajuste a economia para que seja retomada a criação de emprego.

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