Rádios ao vivo

Leia a Gazeta Digital

Duas rodas

Santa-cruzense é referência no mundo das motos

Os apaixonados pelo mundo das motos já devem ter ouvido falar sobre o santa-cruzense Douglas Studzinski de Souza. Desde janeiro de 2013 ele mantém um site no qual trata de assuntos referentes a motocicletas, especialmente sobre uma categoria: as café racers. Esse estilo é antigo, mas virou tendência na Europa por volta de 2007 e desde 2010 ganhou as ruas brasileiras. Surgidas na Inglaterra, na década de 1960, as motos eram preparadas pelos jovens para disputar “pegas” de um café até outro, o que explica o nome.

A paixão de Studzinski pelas motos é antiga. No ano 2000, ele comprou o seu primeiro modelo, uma Yamaha RX125. “Essa moto já tinha um visual mais retrô. Eu gostava, me acostumei. Foi aí que comecei a descobrir o estilo café racer e pesquisar sobre o assunto”, conta. Seu primeiro automóvel de duas rodas foi roubado no mesmo ano, mas a paixão pelo estilo permaneceu. “Em 2010 esse tipo de moto virou tendência no país. Foi nesse momento que descobri a cultura da customização e esse estilo”, comenta.

A vontade de dividir experiências e conhecimentos sobre motos surgiu em 2013, quando Studzinski, que também trabalha como videomaker, criou o blog Garagem Café Racer para “aprender a mexer com a ferramenta”. No entanto, o que começou como brincadeira virou coisa séria. “No primeiro mês, foram mil acessos. Aí me empolguei”, conta. Atualmente, o site recebe cerca de 100 mil visitantes por mês e já ultrapassou a marca de um milhão de acessos, além de ser o primeiro listado pelo Google quando se faz pesquisa sobre o assunto. O sucesso na web já rendeu a Studzinski convites para participar de programas como o Auto Esporte, da Rede Globo, e o Momento Moto, da Record. Ele já deu entrevistas para sites, foi convidado para falar no Salão Duas Rodas, em São Paulo, e é usado como referência sempre que são necessárias informações sobre o assunto. “Volta e meia alguém me chama. Esses dias, um produtor que iria fazer um VT do Posto Ipiranga me procurou para saber qual a melhor moto para usar no comercial”, conta.


Foto: Marina Winck

Apesar da visibilidade, o blogueiro ainda não consegue se manter apenas com o que recebe com o Garagem Café Racer. “Gostaria muito de viver do blog. Ainda não dá, mas estou trabalhando nisso”, conta. Segundo ele, o plano para o futuro inclui fazer mais produções em vídeo para o site, ideia que ele já começou a colocar em prática. Além disso, pretende criar uma loja virtual para comercializar itens sobre o mundo das motos. “Acho que se eu morasse em São Paulo as coisas aconteceriam mais rápido. Como estou longe do centro, dependo das pessoas para que me mandem fotos de suas motos. Se eu fizesse, teria mais qualidade. Por isso tento viajar sempre que dá”, conta.

No momento, Studzinski possui duas motos. Uma delas, uma CB 400, está sendo adaptada para o estilo café racer. Para a montagem, ele conta com a ajuda de uma oficina mecânica da cidade e de fãs do blog, que mandam alguns itens para que sejam usados na adaptação. “O processo é demorado. Mas a graça é justamente essa: montar sua própria moto”, conta. E ele admite: assim que esta estiver pronta, pretende adaptar a outra motocicleta também. 


Foto: Marina Winck

As Café Racers

Se nos anos 1960 e 1970 as café racers eram sinônimo de rebeldia, atualmente é a escolha de quem quer andar em um veículo exclusivo. “O pessoal pega motos velhas e feias e dá nova vida, personalizando”, conta o blogueiro. Segundo ele, qualquer modelo de moto pode ser transformado e ganhar o visual retrô, “algumas só são mais fáceis”, explica, como a CG 125, por exemplo. “Até mesmo motos novas são refeitas”, acrescenta.

Quando iniciou a onda das café racers, o Café Ace, em Londres, era o ponto de encontro dos adeptos deste estilo. A ideia era retornar ao local o mais rápido possível, após correr nas recém-construídas auto-estradas e em torno de cidades britânicas. Eles se desafiavam a retornar ao estabelecimento antes que a música escolhida para tocar no jukebox tivesse terminado. Devido a sua importância, Studzinski resolveu visitar o Café Ace, “a meca do estilo”, no ano passado e se encantou com o lugar. “Foi onde tudo começou”, explica. “Se eu morasse em Londres, praticamente bateria ponto”, escreveu no seu blog.

O custo para montar uma motocicleta como essa pode variar, conforme explica Studzinski. “Tem gente que gasta R$ 1 mil e já fica bom. Mas alguns, especialmente em São Paulo, compram a moto por R$ 2 mil, R$ 3mil e gastam mais R$ 25 mil em customização”, explica. “No Rio Grande do Sul o pessoal é mais contido”, complementa. Em Santa Cruz, Studzinski conta que há cerca de duas motos neste estilo sendo montadas, além da dele. 

Mais sobre

Aviso de cookies

Nós utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdos de seu interesse. Para saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade.