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Saúde reduz intervalo entre doses da AstraZeneca e da Pfizer

Foto: Alencar da Rosa

Após reunião nesta segunda-feira, 12, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) e o Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems/RS) decidiram encurtar o intervalo entre as vacinas da AstraZeneca e da Pfizer de 12 para 10 semanas no Rio Grande do Sul. A decisão tem por objetivo conter a transmissão da variante Delta, originada na Índia.

Os dois primeiros casos suspeitos no Estado foram confirmados nesta segunda. Essa nova cepa apresenta maior resistência às vacinas, que só são eficazes após a aplicação do esquema completo.

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A medida vale já a partir desta terça-feira, 13, tanto para pessoas que já receberam a primeira dose (D1) como para os que serão imunizados futuramente. A Coronavac, com intervalo entre doses de 28 dias não sofreu alteração, bem como a Janssen/Johnson & Johnson, administrada em dose única. A mudança já vinha sendo discutida pelo governo internamente, depois que outros estados brasileiros já haviam adotado ações semelhantes com o mesmo objetivo.

A SES informou que os municípios com estoque já podem atender ao novo prazo a partir desta terça-feira, enquanto os que não possuírem mais vacinas disponíveis devem solicitar novos lotes, que estão guardados na Central Estadual de Armazenamento de Imunibiológicos (Ceadi), em Porto Alegre. As entregas devem ocorrer na quarta.

Questionada pela reportagem do Portal Gaz, a Prefeitura de Santa Cruz do Sul afirmou que vai estudar a nova orientação nesta terça, com análise do estoque de doses existente para segundas aplicações.

Acelerar para conter variante

O objetivo da mudança, destaca a Secretaria Estadual da Saúde, é garantir melhor resposta imune para a variante Delta, uma vez que apenas uma dose é pouco efetiva. “Para essa cepa, é ainda mais necessário ter o esquema vacinal completo”, explica a diretora do Departamento de Atenção Primária e Políticas de Saúde, Ana Costa.

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“Temos essa semana um novo cenário na pandemia em território gaúcho, com duas suspeitas dessa variante, que se mostrou mais agressiva. Diminuímos o intervalo dentro da margem de segurança da efetividade da vacina, e acelerar a imunização completa da população com a dose 2”, completou a diretora.

A decisão foi tomada durante reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), levando em consideração que a SES possui 687.105 doses da AstraZeneca reservadas na Ceadi para serem distribuídas às Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs) e aos municípios nos próximos dias. Quanto a Pfizer, o adiantamento da aplicação não trará impacto neste momento, uma vez que não há remessas com prazo para dose 2 até o início de agosto.

“É muito importante deixar claro que há um fato novo, que muda o cenário da vacinação no Estado. Precisamos evitar ao máximo a contaminação por uma nova variante, agindo em todas as frentes para evitarmos mais internações e mortes”, explicou o presidente do Cosems/RS, Maicon Lemos, que participou presencialmente da reunião na Secretaria da Saúde. “Esta é a melhor conduta dentro do cenário que temos hoje. O adiantamento da dose 2 se mostrou efetivo em diversos países e garantimos a imunização completa em menor tempo”.

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Todas as remessas daqui para frente que o Estado receber dessas duas fabricantes utilizarão o intervalo de 10 semanas. De acordo com a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Tani Ranieri, este intervalo diminui individualmente a proteção contra a doença, mas é efetiva para interromper uma possível circulação da variante Delta. As próximas remessas que chegarem ao Estado deverão ficar reservadas para garantir o tempo de aplicação da segunda dose dentro do prazo.

A secretária Arita ressaltou que “não devemos usar doses reservadas para dose 2 (D2) para primeira aplicação (D1) e nem vice-versa. É um adiantamento de duas semanas na D2, mas todo o planejamento restante segue o mesmo”.

Lactantes

Também foi pactuada durante a CIB desta segunda-feira, 12, a priorização da vacinação de lactantes, mães que estejam amamentando bebês com até 11 meses e 29 dias. “Essa estratégia visa a proteção dos bebês ao serem amamentados por mães vacinadas”. As mães nesta situação poderão adiantar a aplicação da vacina, independentemente da faixa-etária. É importante destacar que não serão distribuídas doses extras para esse grupo, sendo que a organização e o chamamento desta população ficará a cargo dos municípios.

Com informações do repórter Iuri Fardin e da assessoria de comunicação da Secretaria Estadual da Saúde-RS

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