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Aleitamento materno

Semana Mundial destaca proteção da amamentação

Foto: Rafaelly Machado

Enfermeira Araceli e fonoaudióloga Isabel falam sobre a importância de amamentar

Um alimento precioso e que faz toda diferença para a saúde do recém-nascido. Não à toa, uma semana é dedicada ao debate da importância da amamentação. O tema da Semana do Aleitamento Materno 2021, celebrada de 1º a 7 de agosto, é “Proteja a amamentação: uma responsabilidade compartilhada”. A ideia é alertar que os familiares que compõem a rede de apoio da mãe também têm a função de proteger e estimular o aleitamento. 

No Hospital Santa Cruz (HSC), uma equipe de profissionais é voltada a auxiliar a mãe a oferecer o alimento após o nascimento. “É através dele que a criança vai adquirir imunidade, vai desenvolver menos infecções que uma outra criança que não passou pela amamentação”, explica a enfermeira Araceli Bernhard dos Santos. “O leite também fortalece o vínculo materno e com a família, com o pai ou o acompanhante da mãe. Esse vínculo ficará melhor através da amamentação e vai tornar a criança mais segura.”

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A profissional conta que, na maioria das vezes, a mãe não se prepara tanto para a fase do aleitamento, porque ela passa por outras preocupações durante a gestação. “Pensa que quando o bebê nascer, ele vai sair sugando da forma correta e vai ter bastante colostro”, diz Araceli. Tão precioso é o alimento que é na chamada “hora ouro” que ele oferece sua melhor e mais completa dose. “Colostro é aquele primeiro leite que sai após o parto. Ele é transparente, mais clarinho, mas é o leite que a criança precisa receber porque vai passar a imunidade da mãe para a criança”, completa a enfermeira. “É o das primeiras horas. O que gera um pouco de ansiedade nas mães é que às vezes demora um pouco, algumas delas levam de um a dois dias. Isso precisa ser estimulado, e esse estímulo acontece através da sucção do bebê.”

Quando a mãe apresenta dificuldade para conseguir amamentar, a equipe da maternidade do HSC está disponível para a orientação. Uma das profissionais que atuam nessa parte é a fonoaudióloga Isabel Berger. “O bebê tem que sugar, engolir e respirar. A fonoaudióloga vai fazer a avaliação dessas funções. Aqui na maternidade é muito mais para avaliar a questão da sucção, se tem linguinha presa, como está essa pega”, exemplifica.

Isabel enfatiza que amamentação não é algo linear. “Fazemos a orientação da pega, mas nos próximos dias, quando ela vai para casa, a tendência é que o seio regurgite, fique duro, aumente de tamanho. Pode dificultar no pós também. Por isso é importante um acompanhamento”, frisa.

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Responsabilidade compartilhada

O leite materno é um alimento completo e o bebê, até seus 6 meses de vida, não precisa de nenhum outro líquido, como chá, suco ou água. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), a amamentação é indicada até os 2 anos de idade, mas com a complementação de outros alimentos adequados à faixa etária.
Como o tema da Semana Mundial destaca, a lactante precisa de uma rede de apoio positiva. “Muitas vezes, o desmame precoce acontece até por questões de julgamento, é sobre o quanto a sociedade tem papel nisso. A sociedade interfere muito em todas as escolhas da mãe. É justamente por isso que a semana tem o tema da responsabilidade compartilhada, que é para trazer isso. Nossos comentários e tudo o que fazemos têm reflexo naquela lactante”, frisa Isabel Berger, fonoaudióloga do HSC.

Mitos e verdades

Leite fraco? Não, no início é livre demanda. O bebê termina de mamar e talvez meia hora depois, ou antes disso, vai querer de novo. Isso gera o mito de que o leite está fraco e, por isso, a criança vai querer novamente. Muitas vezes, o bebê quer sugar não somente para se alimentar, mas para suprir a necessidade afetiva.

Dormir muito é problema? Não, o bebê querer dormir e não querer mamar nas 24 horas após o parto é normal. Ele está se recuperando do estresse que foi o próprio parto. 

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Chupeta interfere? Sim, a sucção é um reflexo, mas a criança está aprendendo um padrão. No momento em que coloca uma chupeta na boca dele, ele aprende um padrão. O seio é mais macio e tem um padrão diferente de sucção. O bebê pode então se atrapalhar, na “confusão de bicos”. Mamadeira também está inserida nesse contexto.

Experiência única

No ano passado, a enfermeira Araceli Bernhard dos Santos viveu, na prática, o que estava acostumada a ver no hospital. Atualmente, ela amamenta o filho Anthony, de dez meses, mas nem tudo foi tão fácil no início. “Amamentei direto na sala de recuperação, depois da cesárea. Eu não tive dificuldade com a pega, mas tive alguns problemas em casa, como de adoecimento da mama”, lembra. “Mas eu tenho uma rede de apoio muito boa. Meu marido, Vinícius, me apoia muito com a questão de aleitamento; as avós também, mas em alguns momentos tem uma pressão e eu precisava ficar sozinha”, conta a mãe.

A enfermeira Araceli amamenta o filho Anthony, atualmente com 10 meses | Foto: Delux Foto Studio/Divulgação/GS

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