Começou ontem o 35o Feirão Limpa Nome da Serasa, iniciativa que oferece descontos de até 99% para consumidores interessados em regularizar pendências financeiras. O mutirão de renegociação de dívidas vai até o dia 1º de abril, com mais de 2,2 mil empresas parceiras em todo o País.
A ação ocorre em um momento delicado para o crédito. Em Santa Cruz do Sul, o índice de inadimplência da pessoa física cresceu 8,7% ao longo do ano passado, chegando a 32,5% em dezembro de 2025. Segundo a especialista em educação financeira da Serasa, Aline Vieira, muitos consumidores não sabem como iniciar o processo de regularização. “O feirão é o primeiro passo. Depois disso, é preciso organizar renda, despesas essenciais e compromissos com juros, especialmente cartão de crédito”, orienta.
Embora apresente desempenho mais favorável que os índices estadual e nacional, o município acompanha a tendência de alta observada no cenário macroeconômico, em que quase metade dos adultos brasileiros está inadimplente. De acordo com dados da Serasa, o Brasil soma mais de 81 milhões de pessoas inadimplentes. Isso é o equivalente a 49,7% da população adulta, um recorde nacional.
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Já no Rio Grande do Sul, são mais de 4 milhões de consumidores nessa condição, o que representa 45% da população adulta. O Estado concentra mais de 16 milhões de dívidas acumuladas, que somam quase R$ 30 bilhões.
Como funcionam os abatimentos e condições
Segundo Aline Vieira, esta edição do mutirão oferece condições ampliadas de negociação. O consumidor pode consultar as ofertas pelo CPF, por meio do site ou do aplicativo da Serasa, além do WhatsApp (11) 995752096, que tem atendimento automatizado. Também é possível fazer contato pelo telefone “Alô, Serasa” (0800 591 5161), a partir do dia 25 de março, das 8 às 20 horas. Já para quem optar pelo atendimento presencial, basta se dirigir a uma das mais de 7 mil agências dos Correios espalhadas pelo Brasil.
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Participam do feirão bancos, financeiras, operadoras de telefonia, varejistas e empresas de contas básicas, como água, luz e gás. Essa incidência de contas essenciais entre as dívidas negociáveis revela um perfil de endividamento que ultrapassa o consumo eventual e atinge despesas fundamentais do dia a dia.
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Ao solicitar a negociação, a restrição ao nome negativado é retirada após o início da quitação. “O nome já fica limpo na primeira parcela, mas é muito importante continuar pagando. Se deixar de fazê-lo, a dívida pode voltar ou até ficar maior”, alerta Aline. Isso ocorre tanto para pagamento à vista (via Pix ou boleto) quanto parcelado.
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Além disso, Aline orienta que, antes de assumir um acordo, é fundamental que o consumidor avalie se a parcela cabe no orçamento mensal. Assim, evita que a renegociação se transforme em um novo problema financeiro.
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