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CONSCIENTIZAÇÃO

Simulação de acidente traz alerta sobre riscos do trânsito em Santa Cruz

Foto: Rodrigo Assmann

Cena chamou a atenção de quem passou pelo local na manhã de sábado e demonstrou a importância da cautela ao dirigir

Uma simulação de acidente de trânsito mobilizou equipes de resgate, estudantes e motoristas na manhã de sábado, 30, na Rótula do 2001, no entroncamento entre a Avenida Independência, Rua Coronel Oscar Jost e Rua Carlos Trein Filho, em Santa Cruz do Sul. A atividade marcou o encerramento da programação do Maio Amarelo no município e foi acompanhada por uma blitz educativa voltada à conscientização dos condutores que trafegavam pelo local.

A ação foi realizada em parceria entre Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros Militar, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Sacyr, Triauto Proteção Veicular e Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). O resgate simulado envolveu um caminhão dos bombeiros, três ambulâncias e teve participação de sete estudantes da universidade que interpretaram vítimas.

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O coordenador de projetos da Guarda Municipal, Hélder Peiche, explicou que o objetivo foi mostrar à população as consequências de um acidente de trânsito e, ao mesmo tempo, promover a integração entre os órgãos responsáveis pelo atendimento de ocorrências. “As pessoas puderam entender um pouquinho de todo o impacto que um sinistro pode provocar, desde o momento do acidente até um leito de hospital”, afirmou.

Segundo ele, além do impacto visual, o exercício permitiu que as equipes treinassem procedimentos conjuntos de resgate e atendimento. “Esse simulador serve primeiramente para integrar os profissionais da saúde e do salvamento. O sinistro de trânsito dura alguns segundos, mas suas consequências podem durar uma vida inteira”, ressaltou.

Hélder Peiche, coordenador de projetos da Guarda Municipal: “O sinistro de trânsito dura alguns segundos, mas suas consequências podem durar uma vida inteira.”

Como foi

O cenário reproduziu uma colisão envolvendo dois automóveis e um micro-ônibus. Conforme o gestor regional da Triauto Proteção Veicular, Gilberto Borges, o acidente teve início quando um dos veículos entrou na contramão da rótula. “O ônibus estava fazendo a rótula no sentido normal quando um veículo entrou na contramão e colidiu de frente. Houve ainda um terceiro veículo que tentou desviar e acabou capotando”, detalhou.

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De acordo com Borges, o automóvel capotado tinha duas vítimas. Uma delas foi arremessada para fora do veículo e permaneceu em estado grave. A outra ficou presa nas ferragens, o que exigiu o trabalho de desencarceramento feito pelo Corpo de Bombeiros. O veículo que invadiu a contramão teve dois ocupantes com ferimentos leves, enquanto o micro-ônibus transportava outras seis vítimas.

Peiche destacou que a escolha do cenário buscou reproduzir uma ocorrência de grande porte, capaz de demonstrar a complexidade do atendimento. “A simulação envolveu várias vítimas, por isso também envolve várias equipes. Não é somente o Samu ou somente o Corpo de Bombeiros. O objetivo foi mostrar toda a estrutura necessária para atender um acidente desse porte”, explicou.

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Borges: cenário simulou a realidade

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Aprendizado na prática para futuros profissionais

Entre os participantes da simulação estava o estudante de Medicina da Unisc Júlio Cesar Quadros de Jesus, de 22 anos, integrante da Liga de Trauma da universidade. Atuando como uma das vítimas do acidente, ele destacou a importância da experiência para a formação acadêmica.

“Vemos muitos acidentes todos os dias, tanto no hospital quanto pelos relatos. Participar por esse outro lado é interessante. Também ajuda a entender como é ser a vítima e a oferecer um cuidado melhor”, afirmou.

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Além da encenação, equipes distribuíram material informativo e conversaram com motoristas sobre comportamentos de risco no trânsito. Para Peiche, a conscientização continua sendo a principal ferramenta para reduzir acidentes. “É preciso lembrar que além daquele veículo ao lado, existe uma pessoa, uma família. Muitas vezes começa com uma infração que deu errado.” Ele ainda reforçou alertas sobre duas das principais causas de acidentes. “Celular ao volante, jamais. E se beber, não dirija.”

Júlio Cesar Quadros de Jesus, estudante de Medicina: “Vemos muitos acidentes todos os dias, tanto no hospital quanto pelos relatos. Participar por esse outro lado é interessante. Também ajuda a entender como é ser a vítima e a oferecer um cuidado melhor.”

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