O programa SUS Gaúcho, lançado no final de setembro, encerra o ano de 2025 com uma oferta superior a 107 mil consultas extras nas áreas de oftalmologia adulta e ortopedia de joelho.
Antes da atuação do programa, a média mensal de consultas de ortopedia de joelho oferecidas no Estado era de 1,3 mil. Com o programa, foram ofertadas 14,5 mil consultas adicionais em 75 dias. No caso da oftalmologia, eram 8,2 mil consultas por mês e, agora com o SUS Gaúcho, subiu para 92,8 mil a oferta à disposição da população.
Com investimento de R$ 169,4 milhões nos últimos três meses do ano e adesão de mais de 70 prestadores de serviço, o programa atingiu mais de 80% da oferta necessária e reduziu em 62,6% a fila de espera na ortopedia de joelho e em 51,8% a fila das consultas de oftalmologia geral adulto.
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“Essa redução significativa das filas é fruto de investimento do governo Leite e do envolvimento de centenas de profissionais de saúde de todo o Estado, em hospitais e clínicas que aderiram aos mutirões que mudaram o panorama da saúde pública em todo o território gaúcho. Em 2026, a redução das filas seguirá como prioridade e vamos investir mais de R$ 300 milhões para ampliar o programa para as subespecialidades de oftalmologia e ortopedia, além de cirurgia geral, dermatologia, otorrinolaringologia e urologia”, explicou a secretária da Saúde, Arita Bergmann.
Outro problema atacado de frente pelo programa estratégico do governo Leite foi a espera por cirurgias de joelho. Antes do SUS Gaúcho, eram realizadas, em média, 314 cirurgias de joelho por mês. Com os mutirões que movimentaram hospitais como o Nelson Cornetet, de Guaíba, o São Francisco de Assis, de Parobé, e o Cristo Redentor, de Marau, foram feitas mais de 3 mil cirurgias de joelho no RS.
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Avanço para a saúde pública
“Esse mutirão representou um grande avanço para a saúde pública, reduzindo significativamente as filas de espera e devolvendo autonomia e bem-estar a centenas de pessoas. Aqui no hospital realizamos mais de 300 cirurgias de joelho, em pacientes de toda a região”, destacou o diretor do Hospital Nelson Cornetet, Luiz Carlos Rocha Júnior. Mantido pelo Sistema de Saúde Hospitalar Vila Nova, o Hospital Nelson Cornetet é referência regional em ortopedia e traumatologia, atendendo pacientes de mais de 60 municípios.
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No Hospital Santa Bárbara, de Encruzilhada do Sul, um dos pacientes foi o frentista Marco Antônio Aides, 43 anos, que fraturou o joelho em um acidente de moto a caminho do trabalho e que fez a cirurgia no dia 19 de outubro. “Antes eu sentia muita dor, especialmente no final do turno de trabalho”, diz, aliviado, o morador que esperou pela cirurgia por um ano e cinco meses.
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A paciente Andreia Potkowa aguardava pela cirurgia havia um ano e nove meses após sofrer uma queda que ocasionou uma ruptura no joelho. Ela relata que já estava perdendo a esperança quando foi chamada.
“Eu já estava desistindo de esperar, mas tive a felicidade de me mandarem uma mensagem e de ser chamada para o mutirão. Esse programa é muito importante, especialmente por atender as pessoas que não têm condições financeiras de arcar com uma cirurgia particular e que não podem ficar esperando”, destaca Andreia, que foi operada no Hospital São Francisco de Assis, de Parobé.
“Conheci pacientes que tinham sua cirurgia prevista para 2035, ou seja, teriam de esperar dez anos. Com o SUS Gaúcho, além de agendar as consultas, transferimos os pacientes para hospitais como o Nelson Cornetet, por exemplo, e essas pessoas foram chamadas e operadas em duas semanas. Isso é dignidade, é respeito pelo cidadão”, destacou Lisiane Fagundes, diretora do Departamento de Gestão da Atenção Especializada (Dgae) da Secretaria da Saúde.
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Além do aumento da oferta de consultas e cirurgias, o SUS Gaúcho adotou outras medidas para reduzir as filas, como a habilitação de 62 novos ambulatórios no Programa Assistir, anunciada em outubro. O investimento de R$ 70 milhões do Estado – R$ 14 milhões em 2025 e R$ 56 milhões em 2026 – já ampliou os serviços de referência, responsáveis pelo atendimento dos pacientes de cada região, com mais 10.980 e 3.110 cirurgias por mês em especialidades como oftalmologia, ginecologia, cirurgia geral e cardiologia, entre outras.
Mais recursos e investimentos
Com a ampliação, o Assistir passa a contar com 508 ambulatórios incentivados, um crescimento de mais de 400% em relação ao início do programa, em agosto de 2021, quando apenas 101 unidades recebiam apoio financeiro.
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Um dos ambulatórios foi instalado no início de dezembro no Hospital Beneficente Vale do Sol, no município de Vale do Sol. O ambulatório de dermatologia irá realizar 240 consultas mensais, além de 150 procedimentos, como biópsia de pele, para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
O ambulatório receberá R$ 919 mil anuais do Estado por meio do Assistir, além de recursos federais, e contará com consultório e sala de procedimentos. O hospital será referência no atendimento em dermatologia para Vale do Sol e para outros dez municípios que fazem parte da 13º Coordenadoria Regional de Saúde (CRS).
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“Temos uma população com a pele mais clara e isso naturalmente representa um risco aumentado de câncer de pele. E, além disso, trabalhando na lavoura e exposta à radiação solar desde jovem e por muitos anos. Com o diagnóstico precoce de lesões pré-cancerígenas, o tratamento é muito mais efetivo e se evita que o paciente tenha um câncer de pele mais agressivo”, explicou a dermatologista Valeska Ronsoni, que integra a equipe do ambulatório que começa a atender pacientes nos próximos dias, em janeiro de 2026.
Outro investimento do Assistir, de um total de R$ 75 milhões este ano e no ano que vem, aumentou os recursos para 31 hospitais com Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) e Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) que atendem casos de alta complexidade. Os recursos reforçam o atendimento em locais com um custo elevado e onde os pacientes costumam permanecer internados por mais tempo.
O SUS Gaúcho ainda dobrou o incentivo estadual pago pelo Assistir por diárias de UTI especializada em pacientes com queimaduras graves. Serão R$ 6,75 milhões investidos até o final de 2026 (R$ 1,35 milhão este ano) para a manutenção de 15 leitos. O aumento do aporte financeiro reforça o cuidado com pacientes gravemente queimados, com um elevado custo na internação.
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