A Associação Comercial e Industrial (ACI) de Santa Cruz do Sul promoveu nessa quinta-feira, 26, uma edição especial do Tá na Hora. O evento integrou a programação da Expoagro Afubra, no espaço do Centro Vocacional Tecnológico (CVT) da Diversificação da Fumicultura. Sob o tema Resiliência nos negócios: o agro e a relação com o comércio e indústria do RS, o encontro reuniu lideranças e empresários.
Um dos principais pilares de sustentação da economia do Vale do Rio Pardo, o tabaco tem sido pauta constante junto a órgãos e entes políticos. O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, foi um dos painelistas. Ele salientou que o objetivo é sensibilizar autoridades acerca da atividade, assim como assegurar apoio à cadeia produtiva.
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“Estamos sempre em busca, junto ao governo, de uma sensibilização para que as decisões sejam mais equilibradas com relação a esse sistema, que é tão importante do campo à indústria em termos de divisas e impostos. A Expoagro é um cartão de visitas muito forte para mostrarmos, em Brasília, a relevância social e econômica do setor”, disse.
Thesing contextualizou o peso da fumicultura para a região. “A cadeia produtiva responde por cerca de 50% do PIB de Santa Cruz do Sul, índice que se repete em cidades vizinhas. No que tange às exportações, o município é o segundo maior do Estado. É também o terceiro que mais recolhe tributos no Rio Grande do Sul, à frente de duas capitais brasileiras.” Acrescentou que, no ano passado, foram recolhidos R$ 4,53 bilhões em impostos relativos ao produto em Santa Cruz.
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O presidente da ACI, Marco Borba, enfatizou a necessidade de aproximação entre campo e cidade para o fortalecimento mútuo. “O evento na Expoagro nos ajuda a dimensionar o agronegócio. É importante que os empresários vejam o esforço do produtor, responsável por grande parte da nossa economia. A agricultura nos mostra o que é ser resiliente, característica necessária atualmente em todas as áreas.”
Já o presidente da Afubra, Marcílio Drescher, afirmou que a mostra é essencial para debater a diversificação e unir as frentes produtivas. “Temos na feira uma diversidade muito grande de assuntos pertinentes ao agro. Precisamos discutir o futuro, porque é o tabaco que hoje abriga e norteia toda a Expoagro.”
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Atividade estável e rentável
Representando a gestão pública e a cooperação regional, o presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco) e prefeito de Vera Cruz, Gilson Becker, lembrou a capacidade de recuperação dos fumicultores diante de intempéries, comparado a outros cultivos. “Temos um comparativo de municípios que dependem essencialmente de plantios que tiveram muito prejuízo com a estiagem, com o excesso de chuva ou pelo preço praticado nessas commodities.”
Becker destacou que, embora enfrente desafios há anos, o tabaco tem se mantido firme, especialmente após a cheia de 2024. “Seja pelos imensos prejuízos causados pelo clima ou pela estabilização de valores, a planta tem se mostrado muito resistente.”
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O cultivo, segundo ele, permanece como a alternativa mais lucrativa para as propriedades. “O tabaco se consolidou como uma das atividades de faturamento mais estável em pequenas áreas, além de a margem de valor por hectare ser muito superior à de outras variedades. Em todo esse contexto, essencialmente nos últimos anos, a cultura se confirmou como uma das mais seguras financeiramente.”
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