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Trajetória da santa-cruzense Valesca de Assis vira tema de documentário

Foto: Lula Helfer/Banco de Imagens

Escritora santa-cruzense Valesca de Assis, radicada em Porto Alegre, será tema de um episódio a ser veiculado pelo canal Arte1

A trajetória da professora e escritora santa-cruzense Valesca de Assis, de dedicação à literatura e ao fomento à leitura, agora é reconhecida em um projeto especial da Lança Filmes, de Porto Alegre, que vai celebrar seis autoras contemporâneas do Rio Grande do Sul. Os episódios, um para cada artista, serão exibidos no prestigioso canal Arte 1, a princípio em 2024.

Essa iniciativa foi idealizada pela diretora e roteirista gaúcha Mirela Kruel, natural de Passo Fundo e hoje com residência em Cachoeira do Sul. Mirela responde pela produção e direção dos episódios em parceria com Cristiane Oliveira. A equipe já esteve em Santa Cruz para a primeira prospecção de cenários, dentro e fora do ambiente urbano.

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Aos 77 anos, Valesca é uma das principais escritoras em atividade no Estado. Foi patrona da Feira do Livro de Porto Alegre em 2017, repetindo o feito que seu marido, o também escritor e professor Luiz Antonio de Assis Brasil, fizera exatas duas décadas antes. Ela nasceu em Santa Cruz em 14 de outubro de 1945 (um de seus tios, Fritz, era proprietário do antigo e popular Bazar Rech, na Rua Marechal Floriano), filha de Tilly Francisco dos Santos e Isolde Rech.

Como seus pais se estabeleceram em Iraí, ela cresceu no Noroeste gaúcho, mas em férias e visitas frequentava muito os familiares Rech em Santa Cruz. Com 11 anos foi morar em São Leopoldo para estudar, e com 17 fixou-se em Canoas, de lá deslocando-se para cursar Filosofia na Ufrgs. Formada, atuou no magistério, e por volta dos 45 anos surpreendeu a cena literária ao publicar seu primeiro romance, o magistral A valsa da medusa, lançado em 1989, cuja história está centrada nos primeiros anos da colonização alemã em Santa Cruz. De certo modo, reaproximou-se, assim, do imaginário social e cultural das origens de sua terra natal.

A esse livro de estreia, cuja recepção foi muito entusiática entre leitores e crítica, seguiram-se A colheita dos dias, Harmonia das esferas, Vão pensar que estamos fugindo! e A ponta do silêncio, entre vários outros títulos. Em 2016, quando lançou esse último romance, também estreou no conto, com Apanhar do chão, que saiu sob o selo da Editora Gazeta.

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E é sobre textos de outro volume de contos e histórias curtas que Mirela Kruel agora se apoia para filmar o episódio sobre Valesca para a série especial com escritoras gaúchas. Caderno de histórias: antologia mínima, com 48 páginas, saiu pela editora Bestiário/Class em 2020 e foi finalista do Prêmio Açorianos.
Mirela informa que os episódios serão elaborados em dois atos: um é o depoimento a ser colhido junto às escritoras e o outro consta de gravações, inspiradas em sua produção, em cidades com as quais elas ou sua obra estejam identificadas (no caso de Valesca, claro, Santa Cruz!). Por aqui, a tendência é de que as filmagens ocorram na reta final de março, tanto na cidade quanto em Rio Pardinho.

Uma série para celebrar seis autoras gaúchas

A série sobre escritoras gaúchas que Mirela Kruel e Cris Oliveira produzirão e dirigirão busca iluminar autoras de diferentes gerações, e que se dedicam a gêneros textuais igualmente variados.

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Além de Valesca, a lista prevê episódios sobre três romancistas porto-alegrenses: Carol Bensimon (o mote é o romance Todos nós que adorávamos caubóis, com filmagens em Minas do Camaquã), Marta Medeiros (também cronista, com filmagens na capital) e Leticia Wierzchowski (sobre o romance O pintor que escrevia, e ambientação em Flores da Cunha, na Serra Gaúcha). Completam a relação duas poetas: Lilian Rocha, de Porto Alegre, a autora afrodescendente do grupo; e Angélica Freitas, de Pelotas.

A atuação de Mirela envolve importantes projetos em todo o Brasil. E ela já teve oportunidade de trabalhar em Santa Cruz, em material sobre o Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (Capa). Além disso, um curta de sua autoria, Depois da Meia-Noite, fora selecionado no Festival Santa Cruz de Cinema.

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Formada em Jornalismo pela Unisinos, ela não chegou a atuar diretamente como jornalista, voltando-se a cinema e audiovisual. Dois longas que dirigiu tiveram excelente acolhida: o primeiro foi O Último Poema, sobre a professora de Guaporé que por cerca de 25 anos se correspondeu com o poeta Carlos Drummond de Andrade; e o segundo, Extermínio, sobre um assassinato ocorrido em Cachoeira do Sul, inclusive pode ser conferido na atualidade no GloboPlay. Em Cachoeira, onde reside, Mirela também assina coluna semanal no Jornal do Povo.

Agora, num esforço para difundir a obra de escritoras gaúchas, ela e a porto-alegrense Cris Oliveira (que tem Messalina, de 2004, e Hóspedes, de 2008, no currículo) se reaproximarão de várias regiões do Estado.

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