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Briga pela audiência

Twitter tenta provar que pode ganhar dinheiro sem atrair novos usuários

Tentando encontrar um caminho de volta à saúde financeira, o Twitter parece ter resignado-se na briga para atrair entusiastas das redes sociais. A plataforma, estagnada na casa dos 300 milhões de usuários mensais ativos, vê o Facebook disparar à frente, rompendo a barreira do bilhão, e o Instagram também numa inclinada curva ascendente.

A rede de microblogs, agora, tenta achar algum canto pouco explorado no tecido social digital para espremer dali um pouco de receita. Há pouco mais de um mês, o site recebia, nos Estados Unidos, o recurso Moments, uma iniciativa de curadoria em que uma equipe de jornalistas seleciona conteúdo relevante para o usuário. Nessa terça-feira, 17, a plataforma desembarcou no Brasil, produzindo reações divididas.

É cedo para medir a satisfação com o novo produto no país, mas se os tuítes brasileiros seguirem a mesma tendência dos norte-americanos, a rede social pode esperar alguns problemas. Uma busca pela hashtag #TwitterMoments resulta em vários usuários pedindo para que o botão do Moments desapareça. Outros listam a implantação do recurso como mais uma falha, a somar-se à substituição da estrela de favoritos pelo coração de curtir.

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É verdade também que muitos usuários gostaram na novidade, incluindo muitos fãs de futebol americano, tipo de evento a que o Twitter deu especial atenção nos EUA. O Moments, acreditam os executivos da rede, tem vocação para a cobertura de grandes eventos e notícias de alta temperatura e, por isso, capacidade para acertar em cheio um perfil supostamente diferente dos usuários de plataformas como o Facebook.

A ideia é que o site do pássaro azul alce voo em uma direção que não a social, mas sim como uma “rede de interesses”, termo do vice-presidente do Twitter na América Latina, Guilherme Ribenboim. “Nosso desafio é fazer com que o usuário fique e uma dificuldade de quem chega é entender para que serve o Twitter, quem ele deve seguir. O Moments é feito para que ele entenda isso. É um produto para reter o usuário”, disse o executivo em entrevista à Folha de S.Paulo, na semana passada.

De acordo com estudo feito com 1.843 usuários do Twitter, 74% dos que participam do site querem informações sobre entretenimento, 72% querem notícias em geral. São os que Alberto Kok, diretor de pesquisas da empresa no Brasil, chamou nessa terça-feira, 17, durante o lançamento do Moments, de geração “always on” – sempre online.

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“A primeira coisa que eles fazem quando acordam é olhar o celular para preparar o dia”, disse Kok. É nesse público ávido por notícias que a plataforma quer apostar suas fichas -e deixar o mercado de relações sociais para o Facebook. O desafio, no entanto, é grande, como mostram os últimos resultados operacionais do Twitter.

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