Com temperaturas elevadas e dias de sol intenso, o verão tem refletido diretamente no movimento das farmácias de Santa Cruz do Sul. O aumento na procura por protetores solares, tanto os mais populares quanto os dermocosméticos, confirma uma mudança no comportamento do consumidor, que está mais atento aos cuidados com a pele. Levantamento feito pela Gazeta do Sul em cinco unidades de diferentes redes de farmácias no município, incluindo uma de manipulação, aponta crescimento significativo nas vendas em novembro e dezembro.
Na farmácia onde Gabriela Cabral Bordignon atua como gerente, as vendas cresceram 250%. Novembro apresentou desempenho ainda mais forte em razão das promoções da Black Friday, período em que muitos consumidores aproveitam as promoções. Nesse contexto, os itens mais requisitados foram os protetores de marcas como Nivea e Sundown, especialmente nos kits promocionais.

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Em outras redes do município, o aumento nas vendas nas últimas semanas de 2025 foi estimado entre 50% e 70%, com destaque para produtos em oferta e marcas já consolidadas entre os consumidores. Além dos protetores tradicionais, alguns itens específicos também se sobressaíram, como filtros solares de linhas próprias e produtos que têm fator de proteção elevado.
O farmacêutico Douglas Elesbão conta que na unidade que gerencia, na área central da cidade, a maior demanda tem exigido reposições frequentes de estoque. “A gente mal coloca no local de venda e os produtos já saem”, comenta. Paralelamente, cresce a demanda por itens ligados ao cuidado diário com a pele, refletindo uma ampliação dos hábitos de skin care. Entre os mais buscados estão hidratantes, protetores em formatos práticos, como bastão, além de versões com base.
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Outro movimento observado é a valorização das versões com autobronzeadores. Em outra loja, a farmacêutica Gabriella Koeller Bolfe afirma que algumas linhas específicas têm registrado aumento significativo na procura. “Especialmente entre as mulheres, a busca é por autobronzeadores, que vêm em água ou mousse, com diferentes finalidades”, explica.
Quanto custa
O levantamento de preços feito pela Gazeta do Sul nas farmácias mostra a variação entre os protetores solares de marcas mais conhecidas no mercado e os dermocosméticos destinados à área facial. Os valores podem apresentar diferenças também em razão de ofertas ou dos kits promocionais disponibilizados por alguns fabricantes. Além disso, há estabelecimentos que oferecem benefícios aos clientes por meio de programas de descontos.

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Produtos manipulados possuem diferenciais
Enquanto as grandes redes concentram o volume de vendas, a farmácia de manipulação atende um público mais específico. A farmacêutica Ana Cláudia Saling explica que, diferentemente da indústria, a manipulação se especializou em filtros diferenciados, voltados a pessoas com peles sensibilizadas, pacientes que realizam procedimentos estéticos, esportistas e pessoas com doenças de pele como rosácea.
Segundo ela, os protetores manipulados utilizam filtros de alta qualidade, incluindo opções 100% físicas, mais indicadas para peles sensíveis, além de versões em bastão, com cor e maior resistência à água. “Esses diferenciais agregam valor ao produto e garantem uma proteção mais adequada para quem precisa de um cuidado específico”, afirma. Segundo ela, o aumento nas vendas de protetores manipulados costuma ficar entre 15% e 20% no verão, em comparação com outros períodos do ano.

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Outros tipos
Além dos filtros tópicos, a farmácia de manipulação também comercializa cápsulas de fotoproteção oral. Esses produtos atuam de uma forma complementar ao uso do protetor solar. Segundo a farmacêutica, as cápsulas estimulam a produção de melanina e ajudam a proteger o DNA das células, contribuindo para a prevenção do câncer de pele.
A médica dermatologista Jaqueline Barboza explica que o uso dessas cápsulas não substitui o protetor aplicado na pele. “Esses produtos são, na verdade, antioxidantes potentes que auxiliam no caso de pacientes com alguma afecção ou doença de pele que piorem com a exposição solar.” O custo médio do tratamento mensal, na farmácia de manipulação, é de R$ 66,00 e o item é vendido sem necessidade de prescrição.
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Outro segmento que tem despertado atenção é o de roupas com proteção solar, especialmente para bebês e crianças. Ana Cláudia explica que bebês com menos de seis meses não devem usar filtros solares na pele. Recomenda-se a proteção por barreira, com roupas específicas, chapéus e bonés com proteção UV. Na farmácia, os preços variam conforme o item, com bonés baby a partir de R$ 79,90 e camisetas a partir de R$ 119,00. Segundo ela, a proteção UV dessas roupas é permanente e não se perde com as lavagens.

Aplicação correta ajuda a garantir proteção eficaz
A médica dermatologista Jaqueline Barboza explica que o protetor solar funciona como um escudo e precisa, portanto, ser passado de maneira correta e reaplicado ao longo do dia. “O protetor deve ser aplicado de manhã e reaplicado ao meio-dia. Na praia ou piscina, o ideal é aplicar sem roupa e só depois colocar o traje de banho.” Ela salienta que, no dia a dia, o produto deve sempre ser reaplicado ao meio-dia. Já na praia, a proteção deve ser reforçada a cada duas horas.
Para pessoas com peles sensíveis, o recomendado é priorizar protetores solares hipoalergênicos. Para crianças, os cuidados são ainda maiores. Jaqueline afirma que bebês com menos de seis meses não devem usar. “Não podem usar de nenhum tipo e, inclusive, não devem ser expostos ao sol”, enfatiza. Em crianças de seis meses a 2 anos, o ideal é optar por protetores com fatores físicos, não químicos.
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Ela salienta que as versões em aerossol, por sua vez, costumam proteger menos porque não formam uma camada perfeita. “Protetores só funcionam se formarem uma camada, como no caso dos produtos em gel e creme. Já os protetores em spray são menos efetivos pois não garantem essa proteção homogênea.”
Para reforçar a barreira já oferecida pelo produto, Jaqueline recomenda o uso de roupas com proteção no tecido. “É imprescindível em crianças expostas ao sol, seja em praias, piscinas ou balneários.” Ela reforça que o protetor deve ser usado enquanto for dia. “Não importa que esteja chovendo ou nublado, é o sol que define a radiação ultravioleta, que pode, inclusive, ser maior em dias nublados do que com sol a pino.”
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