Em entrevista na manhã desta quarta-feira, 14, ao programa Estúdio Interativo, da Rádio Gazeta FM 107,9, o vereador Edson Azeredo (PL) apresentou projeto que autoriza a entrega domiciliar de medicamentos e insumos a pessoas acamadas em Santa Cruz do Sul. Segundo ele, a proposta já está protocolada como o Projeto 01 do atual ano legislativo e nasce da escuta direta da comunidade, especialmente de famílias que enfrentam dificuldades para retirar medicações na farmácia municipal.
“É um dos projetos mais importantes que vou apresentar no meu mandato, porque ele é um projeto que vai mudar a vida das pessoas no dia a dia delas”, afirmou. O vereador citou casos de pacientes que dependem de curativos, sondas, seringas e medicamentos contínuos, o que exige deslocamentos frequentes de familiares, muitas vezes deixando o paciente sozinho ou enfrentando filas extensas e condições climáticas adversas.
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De acordo com Azeredo, a iniciativa também busca reduzir a superlotação nas farmácias. “Tu entende que vai ser 40, 50 pessoas a menos na fila da farmácia para serem atendidas? Porque o paciente tem uma medicação contínua, ela é sempre a mesma”, enfatizou, ao explicar que a separação dos itens pode ser feita fora do balcão de atendimento, com entregas organizadas por bairros.
O vereador relatou que o tema já foi alinhado com o prefeito e que a proposta pode se somar a outras ações do Executivo. A ideia apresentada prevê a realização de licitação para que entregas sejam feitas por motoboys e empresas locais, gerando renda no município. “Além de tu atender as pessoas, tu vai ter uma distribuição de renda local na cidade”, destacou.
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Azeredo explicou que o projeto não estabelece critérios financeiros restritivos e que o acesso seguirá os mesmos requisitos já exigidos para a obtenção gratuita de medicamentos pelo sistema público. “A pessoa que já tem acesso à medicação vai ter acesso à entrega domiciliar, se ela se enquadrar nessa situação: ser um paciente acamado ou com dificuldade de locomoção”, afirmou.
O vereador reforçou que o texto está aberto a contribuições e defendeu a humanização do atendimento em saúde. “As nossas dores são sempre as mesmas. Aquela pessoa que tem alguém no hospital internado. Então, nós precisamos cuidar de quem tem dor e precisa”, concluiu.
Confira a entrevista com Edson Azeredo na íntegra:
*Colaboraram John Kaercher Machado e Vanessa Behling
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