Impasse 01/07/2020 09h06

Prefeito critica postura da bancada do PTB

Partido na Câmara negou-se a dar assinatura para votação em regime de urgência de um projeto de lei que autorizava a destinação de recursos para pavimentações

Em nota enviada à Gazeta do Sul nessa terça-feira, 30, o prefeito de Santa Cruz Telmo Kirst (PSD) chamou de “crime” a postura da bancada do PTB na Câmara de Vereadores, que na segunda-feira negou-se a dar assinatura para votação em regime de urgência de um projeto de lei que autorizava a destinação de recursos oriundos do leilão do pré-sal e do superavit orçamentário do Município para pavimentações. Os oposicionistas alegaram que o projeto não informa quais as ruas que receberão pavimento e que as obras não seriam prejudicadas se a votação fosse adiada em uma semana

Na nota, Telmo alegou que o governo já divulgou as ruas que serão contempladas nos loteamentos Motocross, Monte Tabor e Aliança II e que o adiamento da votação representa “crime contra estas comunidades e a pior politicagem”. “As comunidades precisam ficar atentas e marcar na paleta estes vereadores porque as eleições estão aí. Estamos resgatando o que eles por incompetência deixaram de fazer”, diz.

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Quadras esportivas
O prefeito Telmo Kirst (PSD) também se manifestou sobre cobranças feitas por vereadores na Câmara por flexibilização em relação às medidas de distanciamento social. Na sessão de segunda, parlamentares questionaram, por exemplo, a proibição do funcionamento das quadras esportivas. As manifestações ocorreram um dia após uma carreata que contou com proprietários de quadras e empresários do ramo de festas e de escolas de idiomas.

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Em nota, Telmo disse compreender as dificuldades enfrentadas por todos os setores, mas alegou que a Prefeitura está “apenas seguindo o modelo de distanciamento controlado do Estado, onde é bem clara a proibição de abertura de escolas infantis, bares, pubs e bem restrito quanto à prática de esporte, permitindo apenas para os atletas profissionais e de forma individualizada em algumas bandeiras.”

O prefeito argumentou ainda que, para flexibilizar uma norma prevista em decreto estadual, a Prefeitura teria de “comprovar tecnicamente que a situação local comporta tal flexibilização, o que infelizmente não é possível, uma vez que há um aumento diário de casos confirmados e uma delicada ocupação da rede hospitalar.”

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