Marcos Rivelino 11/07/2018 01h44 Atualizado às 09h31

Fim do sonho

Ao perder para a Bélgica, o Brasil adiou para 2022, no Catar, a conquista do hexa. Numa partida onde não poderia errar, pela característica do adversário

Ao perder para a Bélgica, o Brasil adiou para 2022, no Catar, a conquista do hexa. Numa partida onde não poderia errar, pela característica do adversário, o time brasileiro pagou caro por ter sofrido dois gols e ter que correr para reverter a desvantagem. Criou oportunidades, lutou até o fim, mas não teve a eficiência nas conclusões e foi eliminado sem direito a contestações.

Sem terra arrasada

Em vez de lamentar a eliminação, devemos reconhecer nosso algoz, que soube mudar tática e nominalmente para o confronto. Entender que precisamos melhorar em termos de organização tática, com variações conforme a exigência dos adversários. Com ampla opção de jogadores, não se pode levar na seleção alguns somente a passeio. O Brasil ainda fica devendo, na comparação com os europeus, em equilíbrio tático. Se reconhecermos nossas limitações, aceitaremos que nossa eliminação não se caracteriza como uma “zebra”.

Vida que segue

Sem eleger culpados ou crucificar individualmente este ou aquele, dá para fazer algumas análises de desempenho. Fernandinho, Paulinho e Gabriel Jesus foram mal na Copa. Um centroavante de seleção brasileira não pode passar em branco em cinco jogos, todos como titular. Neymar conseguiu os holofotes mais por suas quedas teatrais em campo. Willian se apequenou no ataque e Philippe Coutinho foi soterrado pela solidão no meio-de-campo. Tite não soube preparar um plano B para enfrentar a Bélgica, bem compactada e com um poderoso ataque. Eliminatórias não servem de parâmetro para a Copa do Mundo. Lição para ser resolvida nos próximos quatro anos.