Memória 14/04/2019 23h40 Atualizado às 09h49

Páscoa no passado

O leitor Harry Genehr nos encaminhou uma coleção de embalagens de tinta em pó para tingir ovos de Páscoa (Eierfarben)

O leitor Harry Genehr nos encaminhou uma coleção de embalagens de tinta em pó para tingir ovos de Páscoa (Eierfarben). Os pacotinhos vinham da Alemanha e eram vendidos nos bazares Rex e Kuhn. Eles tinham belos desenhos alusivos à Páscoa e as crianças colecionavam as figuras, que eram coladas nos cadernos e livros.

No passado, ganhar chocolate e bombons não era comum como hoje. Os ninhos que o “coelhinho” trazia para a criançada eram formados, basicamente, por ovos de galinha e de pata cozidos. Ou cascas recheadas com amendoim açucarado.

Para ficarem mais bonitos, recebiam tingimento, com cores variadas. O pozinho precisava ser dissolvido em água quente com um pouco de vinagre e eles eram mergulhados neste líquido.

Outra tradição era tingir cascas para serem recheadas. O serviço era feito enquanto as crianças dormiam ou estavam na escola. Algumas balas e ovos ou coelhos de chocolate reforçavam o ninho.

Ovinhos e coelhos de açúcar, recheados com licor, também eram apreciados. Um ovo muito aguardado chamava-se spiegulie-ei (ovo de espiar). Ele possuía um pequeno orifício, através do qual podia-se olhar as figurinhas coladas no seu interior.

O domingo de Páscoa era uma festa. As crianças acordavam cedo para procurarem os ninhos que o “coelhinho” escondia nos lugares mais inusitados da casa e do pátio.

Foto: Divulgação
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