Rádios ao vivo

Leia a Gazeta Digital

Publicidade

JOSÉ AUGUSTO BOROWSKY

Memória: primeiro sistema de estacionamento rotativo de Santa Cruz usava disco de papelão

Foto: Banco de Imagens/Gazeta do Sul

Motoristas colocavam o disco no para-brisa (E) e a Brigada conferia o horário

Com o fim do período de férias e a volta às aulas, recomeçam as reclamações quanto à falta de vagas para estacionar no Centro de Santa Cruz. Na década de 70, ocorreu a primeira tentativa de amenizar o problema, com a criação do estacionamento rotativo.

O sistema foi criado por decreto do prefeito Elemar Gruendling (MDB) e entrou em vigor dia 13 de agosto de 1974. O controle era com um disco de papelão, apelidado de CD (compacto duplo). O motorista selecionava a hora em que parou e, ao lado, já aparecia impresso o horário em que deveria sair. A Brigada Militar efetuava a fiscalização e o tempo máximo de permanência era de 60 minutos.

LEIA TAMBÉM: Memória: blocos agitavam o Carnaval em Santa Cruz

Publicidade

Ao contrário do que ocorre com o Rapidinho, onde o motorista paga sempre que utiliza a vaga, no antigo ele apenas adquiria o disco permanente a 5 cruzeiros. A venda ocorria em postos de gasolina, Tabacaria Ouvidor, Agência Sinimbu, Livraria Index, Bazar Rex, Livraria Santa Cruz, Bazar dos Quadros e Salão Globo. A arrecadação revertia em melhorias no trânsito.

Disco constituiu-se na primeira tentativa de amenizar as dificuldades para estacionar no Centro | Foto: Arquivo da Gazeta do Sul

A implantação foi a pedido dos lojistas e a área contemplada situava-se na Rua Marechal Floriano, entre a Fernando Abott e a Borges de Medeiros, e na Ten. Cel. Brito, entre a Júlio e a Borges de Medeiros. O disco foi idealizado por uma comissão criada pela Prefeitura e integrada por Paulo Rauber Fº (Secretaria de Turismo e Trânsito), delegado Theóphilo Reyes (Ciretran) e tenente Ilmor Vianna (Brigada). 

LEIA TAMBÉM: Memória: herança de milhões de dólares

Publicidade

A novidade dividia opiniões. Os comerciantes das ruas próximas, onde não havia o rotativo, reclamavam que os motoristas paravam na frente das suas lojas para não usarem o disco. Em menos de um ano, a iniciativa foi derrubada na Justiça. Somente em 1993, a cidade voltou a ter o rotativo, nos moldes que vigora hoje (Rapidinho).

Pesquisa: Gazeta do Sul

LEIA MAIS COLUNAS DE JOSÉ AUGUSTO BOROWSKY

Publicidade

QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!

Aviso de cookies

Nós utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdos de seu interesse. Para saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade.