Senhores Sérgio Moraes (PL), Eduardo Leite (PSD) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), este não é apenas mais um texto com o habitual uso de trechos de música e reflexões sobre questões do cotidiano. É um grito de alerta, um pedido de socorro, uma atitude de empatia na busca pela reversão da situação que assusta o Brasil e, em especial, o Rio Grande do Sul. Não dá para normalizar os feminicídios registrados no Estado, neste ano. E não se trata de algo momentâneo ou sazonal; é uma sequência de acontecimentos que não tem encontrado freio. Assim, mais do que nunca, é preciso agir. Basta de mulheres agredidas ou mortas!
Caro prefeito, é fato que o senhor é o elo mais pobre desta corrente governamental. Tem muitos compromissos e os recursos se apequenam diante de tal volume de responsabilidade com a sociedade. Esse fato não exime o Município de tomar alguma atitude. Crie campanhas, reforce a rede de apoio às mulheres e famílias agredidas, motive a Guarda Municipal a reforçar a atenção às ocorrências de violência de gênero, oriente sua equipe a atuar da forma mais humana possível e coloque esse assunto nas escolas para que as crianças cresçam sabendo que a agressão nunca é opção.
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Governador Leite, o senhor é um jovem político, com novos conceitos e motivação para atuar em grandes causas. Amplie a estrutura da Patrulha Maria da Penha, adquira mais tornozeleiras e sistemas para garantir melhores resultados nas medidas protetivas, garanta orçamento para a Secretaria da Mulher, auxilie as delegacias especializadas com mais estrutura e crie mecanismos para reforçar o conceito de que o feminicídio não é opção.
Presidente Lula, o senhor pode mobilizar o Brasil inteiro, modificar leis para garantir que autores de feminicídios sejam presos e cumpram a pena integral, deve incentivar a instituição de campanhas, a orientação de meninos e meninas sobre a bestialidade que é a violência de gênero, a partir da atualização da Base Nacional Comum Curricular. A União pode avançar, incrementar o orçamento do Ministério das Mulheres, reforçar a instalação de equipamentos da rede de proteção em todo o País e implementar, de fato, o Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres.
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Aos cidadãos e, especialmente, às cidadãs, vale lembrar da música Mãe, eu juro, de Adoniran Barbosa: “Acha que é uma beleza entrar em casa destruindo tudo; outro dia rasgou minha blusa de veludo e as ‘duas combinação’, que eu ganhei da mulher do João. Mãe, eu juro, pela luz que me alumia. Se eu continuar com ele não me chamo mais Maria”. É preciso denunciar, não considerar isso normal.
Enquanto a sociedade age, elas podem transformar o drama atual em um novo recomeço. A cantora Pitty preconiza isso em Desconstruindo Amélia: “E eis que de repente ela resolve então mudar. Vira a mesa, assume o jogo, faz questão de se cuidar. Nem serva, nem objeto, já não quer ser o outro, hoje ela é um também”.
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