Jornalista que se mete a escrever – como eu – é um eterno insatisfeito na busca por temas que possam suscitar o interesse do leitor. Fazer crônicas é um exercício solitário. É difícil saber a repercussão do que botamos no papel, ops… nos dispositivos eletrônicos. Poucos e-mails chegam até nós, como uma espécie de retorno, daqueles que se debruçam sobre as nossas mal traçadas linhas.
Ao longo de mais de 40 anos de experiência profissional cultivo o hábito de ler todo tipo de conteúdo, com ênfase para aqueles cujos autores conheço e, de maneira especial, com quem travei contato. Ou seja, profissionais com quem tive o privilégio de conviver no cotidiano.
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Já referi neste espaço – mas não custa reforçar – o apreço por jornalistas como Romeu Neumann e José Augusto Borowsky, com quem privei na redação da Gazeta do Sul e na Rádio Gazeta. São colegas que se transformaram em diletos amigos. Nesse patamar profissional se destaca, também, Benno Bernardo Kist, um craque de grande cultura.
Gostei da recente crônica “Andanças e devaneios”. Ali ele destaca os prazeres de caminhar pela cidade, destacando aspectos positivos, sugerindo melhorias e com uma visão coletiva da comunidade onde mora.
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Caminho muito pelos lugares que frequento. Moro em Porto Alegre e todo final do dia faço caminhadas, nem sempre longas, para espairecer e descobrir lugares especiais. Tento, ao máximo, fugir da tentação por reclamar, hábito cada vez mais arraigado em nossa sociedade em detrimento da colaboração.
No trabalho, no condomínio e até na mesa de bar, convivem estereótipos típicos da vida em comunidade.
Em todo lugar há os críticos sistemáticos – que raramente dão sugestões ou se dispõem a ajudar de fato –, os conformados – que nem buscam alternativas – e os “que botam a mão na massa”. Ignorar problemas através de uma lente cor-de-rosa de que “tudo vai bem” não constrói. Mas desferir críticas e lamentos pouco contribui.
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Voltando â crônica do amigo Benno, é preciso, sempre, descobrir e reconhecer aspectos positivos do lugar onde vivemos. Por vezes somos soterrados por notícias ruins – hábito arraigado por boa parte da imprensa brasileira –, mas é preciso resistir. Há muita coisa para elogiar, inspirar e carregar como exemplo. Em todos os lugares, por mais desoladores que possa parecer a realidade.
O colega cronista da Gazeta me deixou duplamente feliz. Primeiro por ratificar a opinião de que se trata de um talentoso observador da cena cotidiana. Sagaz, vê “o copo meio cheio” e o “copo meio vazio”. Com sensibilidade e critério. Além disso, me enche de satisfação constatar que Santa Cruz do Sul continua sendo uma das minhas cidades preferidas. Com virtudes e defeitos. Como todos nós. Obrigado, amigo Benno Bernardo Kist!
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