O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) apresentou nessa quarta-feira, 25, as principais tendências tecnológicas para a lavoura orizícola durante a Expoagro Afubra. O tradicional Dia do Arroz reuniu produtores e especialistas em uma área de 4 mil metros quadrados para debater estratégias de produtividade e sustentabilidade em tempos de desafios econômicos para o setor.
A programação técnica focou a diversificação de culturas em terras baixas e a redução de impactos ambientais. Entre os destaques, pesquisadores apresentaram o Projeto RS14, que orienta o manejo de precisão para controle de pragas e adubação, além de demonstrar o desempenho das cultivares IRGA 424 CL, 426 CL, 431 CL e 432.
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Um dos temas centrais foi a produção de arroz de baixo carbono. Segundo a engenheira agrônoma e pesquisadora do Irga, Mara Grohs, a sustentabilidade tornou-se um requisito para o mercado global. Estudos conduzidos pelo instituto e publicados na revista Soil & Tillage Research apontam que a rotação de culturas com a soja pode reduzir em até 54% as emissões de gases de efeito estufa, como o metano, nas lavouras de arroz.
“A rotação de culturas nas terras baixas é o principal diferencial ambiental do arroz brasileiro”, afirmou Mara, ressaltando que essa prática já ocupa mais de 50% da área semeada no Rio Grande do Sul. De acordo com a pesquisadora, a validação científica dessas práticas pode agregar valor ao grão em mercados exigentes, como a União Europeia e os Estados Unidos.
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Gestão e rentabilidade
O chefe do 5º Núcleo de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nate) do Irga, Ricardo Tatsch, destacou que a difusão de tecnologia é vital em um cenário de preços baixos da saca de arroz, que pressionam a rentabilidade do produtor. “O Irga traz o que há de mais novo em manejos para oportunizar a manutenção do produtor na atividade”, frisou Tatsch.
Além das estações de manejo de solo e drenagem, o evento manteve o lado cultural com o preparo do tradicional arroz carreteiro. A equipe da autarquia serviu cerca de 500 refeições, utilizando 40 quilos de arroz e 85 quilos de carne, para reforçar o incentivo ao consumo do cereal produzido no Estado.
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