Rádios ao vivo

Leia a Gazeta Digital

Publicidade

ENERGIA E ARTE

Natália Kessler: o samba que nasce em casa e ecoa na avenida

Foto: Rodrigo Assmann

A história de Natália Andressa Kessler, 25 anos, com o samba não começa no momento em que seu nome foi anunciado como rainha do Carnaval de Santa Cruz do Sul 2026. Ela vem de muito antes, ainda na infância, quando o samba já fazia parte da rotina familiar. Filha de pais envolvidos diretamente com o Carnaval – o pai DJ da Escola de Samba Acadêmicos do União e a mãe atuante nos bastidores –, cresceu dentro da agremiação, cercada por uma cultura que, para ela, sempre foi natural.

Formada em Educação Física, personal trainer, professora de dança e diretora artística, Natália construiu sua trajetória unindo profissão e paixão. Desde criança, passou por diferentes funções na escola de samba. Começou na ala infantil e avançou até atuar como coreógrafa da comissão de frente.

A ligação com o samba é tão orgânica quanto familiar. “Minha conexão com o samba vem desde muito pequena. Cresci dentro disso, desfilando, participando de tudo, vivendo o Carnaval de verdade”, conta.

Publicidade

LEIA MAIS: Caderno Elas: Hellen, Natália e Alana levam as raízes do samba para além da avenida

A principal inspiração também vem de casa. A irmã mais velha, que trilhou um caminho forte dentro da escola, foi quem impulsionou ainda mais esse envolvimento. “Ela sempre amou muito o Carnaval. Acho que acabamos seguindo esse caminho muito por causa dela.”

Ser rainha, para Natália, carrega um significado ainda mais profundo. Integrante de um clube social negro, ela destaca a importância da representatividade e das raízes. “Fazer parte de um clube como o União é muito importante para mim, principalmente sendo uma mulher negra. Ter essa referência e esses ancestrais como representatividade, poder levar essa cultura para além da cidade, isso tem um peso muito grande.”

Publicidade

LEIA TAMBÉM: Santa Cruz Cidade Viva exalta o talento feminino

Para Natália, o momento da escolha ainda carrega um turbilhão de emoções. “Foi muito doido. Eu só sabia chorar, queria gritar, parecia que tudo estava acontecendo ao mesmo tempo. Mas, enquanto isso, senti que estava exatamente onde eu queria estar, sabe? Que tudo aquilo tinha valido muito a pena.”

Mais do que representar o Carnaval, Natália entende o papel como uma missão de continuidade. “Quando eu era criança, via as meninas e sonhava em estar ali. Hoje, ver as crianças olhando para nós, querendo tirar fotos, se encantando, me faz pensar o quanto é importante mostrar que o Carnaval não é só festa. Ele tem história, tem contexto, tem cultura, e isso precisa ser passado para a próxima geração.”

Publicidade

VEJA MAIS NOTÍCIAS DO CADERNO ELAS

QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!

Publicidade

Aviso de cookies

Nós utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdos de seu interesse. Para saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade.