A trajetória de Hellen Franco Borba, 20 anos, é marcada pela dança e pela arte, presentes em sua vida desde a infância. Natural de Monte Castelo, interior de Pantano Grande, iniciou-se na dança ainda criança e, aos 15 anos, mudou-se para Santa Cruz do Sul, em busca de oportunidades. Atualmente, cursa bacharelado em Educação Física e atua na área da musculação, além de ministrar aulas coletivas, como kangoo, jump e ritmos.

O primeiro contato com o Carnaval aconteceu muito cedo, ainda na infância. No entanto, foi na adolescência que a relação se fortaleceu. “Eu desfilei pela primeira vez com 3 anos, mas comecei a participar mesmo com 13, em Pantano Grande. Depois que vim para Santa Cruz do Sul, fui criando mais vínculo e crescendo dentro das escolas. Isso foi me dando ainda mais paixão pelo Carnaval e pela arte.”
A influência familiar teve papel essencial nesse processo. “Conheci o Carnaval através da minha mãe, porque ela já desfilava. Então, desde criança, já tinha essa referência”, conta.
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Com o tempo, outras inspirações também passaram a fazer parte da sua trajetória, especialmente nomes do Carnaval carioca. “Quando comecei a assistir a Mayara Lima e a Bellinha Delfin, pensei: é isso que eu quero. Quero aprender, quero evoluir dentro do samba”, relata.
Na Escola de Samba Unidos de Santa Cruz, Hellen encontrou espaço para se desenvolver e se afirmar como artista. “Eles acreditaram muito no meu potencial, me deram oportunidades. Isso foi fundamental. Nós que vivemos da arte sabemos o quanto é difícil ser valorizado. Então, quando encontramos um lugar que nos acolhe e nos faz crescer, isso muda tudo.”
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Para Hellen, o Carnaval é uma expressão completa da arte e da identidade. “O Carnaval é contar uma história, representar diversidade, chegar na rua e contagiar as pessoas com alegria. É uma energia que não tem explicação. É arte viva.”
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Ao assumir o posto de princesa, Hellen também reconhece a responsabilidade de inspirar. “Eu acho que quando as crianças conhecem o Carnaval desde cedo, isso as transforma. Elas perdem a vergonha, começam a acreditar nelas mesmas, entendem que podem se expressar. O Carnaval é identidade, é poder ser quem você é.”
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O título também carrega um significado coletivo para a artista. “Fiquei muito feliz e emocionada quando a corte foi anunciada, em pensar que um trio que já vivia de arte iria representar nossa cidade. Sabemos o quanto não é fácil ter visibilidade artística em Santa Cruz e no próprio Estado, principalmente em relação ao Carnaval”, afirma.

Para a princesa, o reinado representa um propósito maior. “Ter uma corte com o mesmo intuito de fazer nossa arte e o nosso Carnaval crescer é algo gigante e que nos traz ainda mais responsabilidade, mas, principalmente, um orgulho imenso de poder representar quem somos”, completa.
Entre as memórias mais marcantes, uma cena da infância resume o início dessa trajetória. “Lembro de estar no meio do desfile, bem pequenininha, chorando e desesperada à procura da minha mãe, enquanto todos estavam felizes e a bateria tocando. Hoje, olho para isso e acho engraçado, mas foi ali que tudo começou, foi ali que senti essa energia pela primeira vez.”
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