Na manhã desta quinta-feira, 16, nove agentes de combate às endemias da Secretaria Municipal de Saúde (Sesa), de Santa Cruz do Sul, foram a campo para a instalação de ovitrampas, dispositivos utilizados no monitoramento do mosquito Aedes aegypti. A ação ocorre nos bairros Senai, Schulz e Bom Jesus, com apoio da 13ª Coordenadoria Regional de Saúde (13ª CRS), e segue protocolos técnicos recomendados pela Fiocruz e pelo CEVS/RS, com foco no monitoramento precoce do vetor, responsável pela transmissão de dengue, zika e chikungunya.
As armadilhas estão sendo posicionadas em pontos estratégicos, a cerca de 1,5 metro de altura, sempre em locais protegidos, como áreas cobertas, garagens ou dispensas. Cada unidade é identificada com numeração e data de instalação, garantindo o controle e a rastreabilidade do monitoramento. Ao todo, serão instaladas 30 ovitrampas: nove no Bairro Senai, com cobertura distribuída de forma homogênea entre áreas centrais e periféricas; nove no Schulz, com priorização de áreas residenciais e regiões próximas à sanga e à BR-471; e 12 no Bom Jesus, considerando sua maior extensão territorial e densidade urbana.
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Após um período de três a cinco dias, os agentes retornam aos locais para recolher as palhetas — pequenas lâminas de madeira onde as fêmeas do mosquito depositam seus ovos. O material é então encaminhado para análise, onde é feita a contagem dos ovos. Em seguida, as palhetas são incineradas, impedindo o desenvolvimento de novos mosquitos.
De acordo com o coordenador do Setor de Endemias, Alexandre Moura Goularte, as ovitrampas são ferramentas seguras e não representam risco à população. “Elas não criam nem aumentam a presença de mosquitos, apenas permitem identificar a atividade do inseto já existente na área. A partir dos dados coletados, é possível mapear regiões com maior incidência e direcionar ações mais eficazes de combate”, explicou.
A instalação das armadilhas conta com a parceria de moradores, que autorizam a colocação dos dispositivos em suas residências. Os agentes estão devidamente uniformizados e identificados com crachá da Prefeitura, além de preparados para orientar a população e esclarecer dúvidas.
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A estratégia tem como objetivos detectar precocemente a presença do vetor, gerar dados para análise da infestação por região, subsidiar ações direcionadas de controle e otimizar os recursos das equipes de campo. A metodologia permite o monitoramento contínuo e a tomada de decisão baseada em evidências, antecipando possíveis cenários de aumento de casos e fortalecendo as estratégias de prevenção.
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesa) reforça que, apesar do uso de tecnologias de monitoramento, o combate ao mosquito depende fundamentalmente da colaboração da comunidade, com a eliminação de recipientes que possam acumular água parada.
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