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TRIBUNA

Marcio Souza: “Oposição marca espaço na Câmara de Santa Cruz”

Foto: Jacson Stülp/Câmara de Vereadores

O primeiro ano de gestão de Sérgio Moraes (PL) e Alex Knak (MDB) em Santa Cruz do Sul foi de calmaria no âmbito político e perrengues quanto aos cofres públicos. Houve ajuste de todas as formas, com o prefeito apertando o torniquete para evitar qualquer tipo de gasto. A expectativa, durante boa parte de 2025, era de que se chegaria a dezembro com dificuldades para honrar alguns compromissos.

Adequações feitas, até sobrou um pouco. Na relação com o Legislativo, que é a parte política, houve muita tranquilidade. A explícita oposição entrou muda e saiu calada, colocando em prática o pensamento de que é preciso dar um tempo para a administração se organizar. Além disso, Moraes e Knak conseguiram uma maioria considerável. Apenas o PP ficou como oposição aberta; PT se posicionou como independente, assim como o Novo, que estava no governo, mas não levantou essa bandeira na Câmara. PSDB, PSB e União Brasil também não causaram nenhum constrangimento.

O caldo começou a engrossar agora. Antes da última sessão, seguindo praxe de muitas outras, o líder do governo, Edson Azeredo (PL), encaminhou mensagem pedindo acordo de liderança para três projetos entrarem em votação em regime de urgência (sem a tramitação regimental). Ilário Keller (PP) e Alberto Heck (PT) não assinaram.

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Em resumo, os textos não puderam ser votados. Azeredo ficou chateado e desferiu sua artilharia contra ambos. Classificou a atitude como incoerência – do PP, porque um dos projetos trata sobre emenda do presidente estadual do PP, Covatti Filho; do PT, porque, segundo Azeredo, o governo petista costuma demorar a liberar emendas de adversários e, quando vêm, devem ser aproveitadas. Qualificou a situação como “cara-de-pau” e disse: “o cupim da política é a incoerência”.

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A resposta

Ao se pronunciar a respeito da insatisfação do líder do governo sobre a decisão do PP de não assinar a urgência, Ilário Keller criticou a forma de atuação de Azeredo. “Vem aqui, faz essa gritaria como se assustasse alguém… Deveria vir aqui e agradecer pelo um ano e três meses de aprovação das urgências.” Acrescentou a situação dos contratados pelo programa Mais Médicos, que teria se arrastado. “Quando leva um ano e não resolve, não tem que o líder cobrar qualquer coisa, deveria ter vergonha na cara.” Alberto Heck (PT) também se manifestou: “O cupim da política não é a incoerência. Se não a presidência da Câmara teria que comprar um lote de ‘Jimo Cupim’.”

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Trocas nas subprefeituras

A Prefeitura de Santa Cruz do Sul definiu novos responsáveis por subprefeituras. Em Linha Santa Cruz assume o cargo Aldo Melchior, que vinha atuando como assessor da Secretaria Municipal de Segurança e Trânsito, na coordenação de trabalhos de limpeza e desobstrução de cursos d’água. Com experiência em ações operacionais e atendimento direto às demandas das localidades, ele passa a contribuir na gestão do bairro, com foco na manutenção e melhoria da infraestrutura. Bruno Barreto estava na titularidade.

Em Boa Vista, o novo subprefeito é Rubem Toillier – suplente de vereador do PSDB –, que desempenhava a função de coordenador na Secretaria de Obras e Infraestrutura. Paulo Gilberto Martinez, que até então ocupava o cargo de subprefeito, assume como coordenador na Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, onde segue contribuindo com sua experiência na área.

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Candidatos do PT

O número de candidatos à Assembleia Legislativa com vínculo com a região não para de crescer. Organizadores das campanhas devem ligar o sinal de alerta em relação a isso. Nessa semana, o PT confirmou que apoiará Alexandre Bublitz. Ele é vereador em Porto Alegre, mas nasceu em Santa Cruz do Sul, onde viveu até os 17 anos, tendo saído para estudar Medicina – é pediatra. Sua família ainda mora por aqui.

Na disputa do Piratini, Edegar Pretto superou o constrangimento de ter tido sua candidatura derrubada e anunciou, oficialmente, sua condição de vice de Juliana Brizola (PDT). Paulo Pimenta (PT) e Manuela d’Ávila (PSol) disputam o Senado. Mesmo em uma eventual vitória brizolista, o PT sai enfraquecido no Estado não tendo cabeça de chapa.

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