Quem anda pelas ruas de sua cidade, como é o caso pessoal, sempre está diante de muito a ver e observar. Entre tanto que se oferece ao observador curioso, como também é o caso, as diversas formas de comportamento humano sempre se colocam como do maior interesse e mesmo estudo, para confrontar com o próprio, ou com o mais apropriado, de acordo com o entendimento particular.
Sendo ainda um caso raro de quem não usa celular, é evidente que o uso excessivo do aparelho causa cada vez mais impacto. Parece mais do que claro, chega a chocar como as pessoas não conseguem mais ficar um minuto sem acionar esse objeto que já tomou conta da vida de quase todos. Sem falar dos que o usam indevida e perigosamente na direção de veículos, os que caminham também não se desligam dele. Dá a impressão de que vão perder algo se não estiverem 100% ligados, quase tropeçando nos outros nas calçadas.
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Já não se duvida de que se trata de um vício entranhado na rotina de cada um, que já precisaria de tratamento. E vício, como falou bem um psicanalista escritor, é uma maneira de a pessoa preencher vazios de sua existência, e nos seus excessos requer a devida atenção clínica. Mas também podemos encher esses vazios de outras formas que se mostram muito saudáveis, como é o caso da música e do canto, o que me veio à mente numa das tradicionais caminhadas diárias, em tempos nos quais aumentam apresentações de orquestras e corais.
Na última quinta-feira, 16, no Teatro do Mauá, foi possível assistir novamente à nossa Santa Brass Band, que completou dez anos, com músicas diversas e gostosas a completar os desejos do nosso íntimo. No sábado, 18, houve a oportunidade de participar ativamente (como integrante) da apresentação do Coral da Afubra, junto com o Coro Masculino, na missa da Catedral São João Batista (e após em culto ecumênico da assembleia anual da entidade no pavilhão comunitário), onde as belas canções, junto com as outras preces, preencheram suave e completamente a alma (própria e dos presentes).
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Além de alimentar o nosso espírito e a nossa paz, os reconfortantes cantos, na forma grupal de corais que são tradição em nossa comunidade, também puderam homenagear novamente os nossos antepassados imigrantes que trouxeram essa cultura em sua bagagem, num momento em que se comemora mais uma vez, e com muita justiça, a data da imigração alemã no Estado e País (25 de julho de 1824, há 202 anos). É o que vêm fazendo os corais da Afubra (o primeiro há mais de 30 anos e o segundo, mais de 15) e o que fazem tantos outros, como o Cruzeiro do Sul, de Boa Vista, prestes a completar 100 anos (em 2027) e com sua tradicional comemoração anual no próximo sábado, dia 25.
E, quando caminho, confirmo também que o simples ato de percorrer as ruas e praças da cidade vai ao encontro de eventuais vazios, com tanto de belo a observar na natureza e inclusive nas próprias pessoas a se encontrar, onde na verdade a beleza (interior) sempre sobressai quando se mostram gentis, receptivos, sorridentes, de bem com a vida, mesmo que ela às vezes não esteja tão bem. E assim também no ambiente natural, onde tantas coisas boas se pode apreciar, e os olhares precisam se voltar a elas, também há manifestações mais desagradáveis e severas (como estamos a vivenciar), que precisam de nossa atenção e compreensão.
A vida, já mais vivida, mostra que necessitamos ser, sempre, muito gratos por tudo de bom que ela nos oferece e, por outro lado, aprender com tudo que não nos agrade, mas que sempre tem algo a nos ensinar. Isso faz parte do aperfeiçoamento e da evolução humanas, na caminhada rumo ao infinito, ao divino, ao melhor que sempre almejamos. Será um prazer encontrá-los neste caminho!
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