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JOSÉ AUGUSTO BOROWSKY

Memória: Aliança Santa Cruz completa 130 anos

Edifício da Aliança Cathólica (1900), na Rua Marechal Floriano, chamava a atenção por sua beleza e imponência | Foto: Arquivo de Luiz Kuhn

A Aliança Santa Cruz, um dos clubes mais tradicionais da região, chega a 130 anos. Ela nasceu em abril de 1896 e foi fundada por iniciativa dos padres jesuítas que dirigiam a comunidade.

Em 1854, quando foram demarcados os lotes do futuro povoado que deu origem a Santa Cruz do Sul, a Igreja Católica recebeu a gleba onde hoje está a Catedral. Ali foi construída a primeira capela do núcleo colonial. Nos domingos, os agricultores vinham para as missas e, depois, permaneciam na área vendendo e trocando mercadorias. Para abrigá-los, foi erguido um pavilhão à direita da igrejinha, que acabou tornando-se o embrião da Aliança.

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Em 26 de abril de 1896, foi oficialmente criada a sociedade e ocorreu a escolha da primeira diretoria, presidida por Guilherme Hansel. Dois anos depois, foi tomada outra medida relevante: a edificação de uma nova sede, pois a pavilhão já estava pequeno. Em 1898, o padre Francisco Schleipen, responsável pelas obras na arquidiocese, veio dar as coordenadas da construção, com frente para a atual Rua Marechal Floriano.

Um prédio amplo, confortável, manteria os católicos unidos e evitaria que buscassem outros caminhos. Em janeiro de 1899, em meio a uma grande festa, o bispo de Porto Alegre, dom Cláudio Pôncio de Leão, procedeu à benção da pedra fundamental.

Os fiéis, sob a liderança dos jesuítas, apoiaram a obra e, já em abril de 1900, o edifício ficou pronto. Ele era enorme para a época e o salão podia abrigar até 2 mil pessoas. Todos os grandes eventos na vila ocorriam na Aliança Cathólica, entre eles a projeção do primeiro filme em janeiro de 1902.

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Por muitos anos, a sociedade manteve estreita relação com a igreja. Inclusive, seu presidente de honra era um padre, que acompanhava os bailes de um camarote. Se julgasse que alguém estava faltando com respeito, chamava um membro da diretoria para alertar a pessoa ou o casal.

Também não havia muro na divisa do clube e da igreja. Conta-se que alguns padres gostavam de jogar cartas nas noites de sábado e esqueciam da hora. Quando batia o sino para a missa dominical, às 6 horas, eles saíam pelos fundos da Aliança e entravam direto na matriz pela porta da sacristia, atrás do altar-mor. Somente em 1964 os vínculos foram rompidos e o clube passou a chamar-se apenas Aliança Santa Cruz.

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Pesquisa: Gazeta do Sul

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