Chegamos, neste final de semana, a uma das datas mais marcantes do calendário de cada ano: o Dia das Mães. Uma data que, de maneira incontornável, toca a cada ser humano, que, afinal, só está nesta vida porque foi, antes e depois do nascimento, alimentado e protegido por uma mulher, vindo dela. Por isso, que este domingo, 10, nos reconecte com o mistério e a magia da existência.
Nenhum de nós, nenhum ser humano em qualquer tempo, chegou a este mundo sem ter sido acalentado por uma mulher, a sua mãe, e assim haverá de ser enquanto a aventura humana persistir na face da Terra (ou onde a espécie pretenda, com um mínimo de ética e humildade, chegar). Que todas as mães recebam e mereçam, na data que as homenageia, o reconhecimento pelo que são; que todas as mulheres, mães ou não, sejam respeitadas em sua identidade, em seu inalienável lívre-arbítrio e seu amor-próprio. E que a humanidade saiba, de uma vez por todas, com elas e por elas, ser isso: humanidade.
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Vivemos uma época muito conturbada (e é preciso que a sociedade se olhe no espelho, de frente, rosto erguido, para contemplar a questão). Não apenas nos humores e no estreitamento da percepção de mundo e da tomada de consciência sobre o papel em comunidade, e nem apenas na forma como, em nome de negócios, tudo e todos viram apenas um meio. Muitos agem como se o ambiente, a natureza, o ecossistema e mesmo as pessoas estivessem tão somente à sua disposição, sem limites para inconsequências ou sem freio para ambições ou pretensões desmedidas. Quando temos à disposição todos os recursos, todas as ferramentas e mecanismos para aprender, saber, conhecer, compreender mais e melhor (para nos tornarmos sábios, em suma), mais nos rendemos ao desvario, à ignorância e à insensatez.
Em nome de ideologias vãs, em nome de joguinhos de poder, nos engalfinhamos em discussões estéreis, fúteis, que rompem laços com amigos, familiares, colegas de trabalho, parceiros de projetos e jornadas. Na alta cúpula do poder ou na simplicidade do dia a dia, isso jamais poderia (poderá) levar a bom termo, a paz ou qualidade de vida. Nem para uns, nem para todos.
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Em datas particularmente especiais, como o Dia das Mães, é indispensável que, em família, considere-se, com sensibilidade, a necessidade de desarmar espíritos e desarmar pessoas. Precisamos direcionar o foco nem para ataques, nem para defesas: precisamos direcionar para união de esforços, convencimento, sensatez, trabalho cooperativo. Quando dermos a mão, que não seja para desequilibrar o outro, mas para ajudá-lo a se manter em pé e o sustentar. Até porque essa deve ser a finalidade de todos os que se dão as mãos.
E se tem uma coisa que Santa Cruz e a região, toda a área de colonização, souberam fazer ao longo de décadas foi dar-se as mãos. Estão aí dezenas, centenas de associações, cooperativas, krentzia’s (círculos, em alemão) para nos mostrar o óbvio: Afubra, Sicredi, cooperativas rurais alavancaram o desenvolvimento não porque cada um só pensou em si, mas porque todos pensaram em todos. Que, mais do que nunca, diante dos imensos desafios em escala global, cada um e todos possamos, cada vez mais, pensar em cada um e em todos, pelo bem comum. Bom fíndi! E felicitações a todas as mães pelo seu dia na confraternização em família.
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