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Especialistas orientam profissionais para prevenir a violência escolar em Rio Pardo

Leonardo Rossi falou sobre os perigos | Foto: Luana Backes

Profissionais da rede de atendimento e comunidade participaram nessa terça-feira, 12, em Rio Pardo, no Centro Regional de Cultura, de uma capacitação voltada à identificação e prevenção de sinais de violência no ambiente escolar. O evento foi promovido pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, com apoio da Prefeitura e da Brigada Militar.

Durante a tarde, a atividade foi direcionada a profissionais que atuam com crianças e adolescentes, reunindo representantes das áreas de educação, saúde, assistência social e segurança pública e o Conselho Tutelar. Já à noite, a programação foi aberta à comunidade, especialmente pais e responsáveis.

A proposta foi fortalecer a integração entre os órgãos da rede de proteção, qualificar o atendimento em situações envolvendo violência escolar e ampliar a conscientização das famílias sobre os riscos enfrentados por crianças e adolescentes, especialmente no ambiente virtual.

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A capacitação foi liderada pelo promotor de Justiça Leonardo Rossi, integrante do Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (Nupve), do Ministério Público. Ele destacou que os profissionais da rede estão “na linha de frente” no contato diário com crianças e adolescentes e, por isso, exercem papel fundamental na identificação precoce de sinais de risco.

Rossi ainda apresentou exemplos reais investigados no Rio Grande do Sul e em outros estados, envolvendo adolescentes radicalizados, ameaças de ataques em escolas, grupos extremistas, automutilação e aliciamento virtual.

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Entre os principais alertas citados estão mudanças bruscas de comportamento, isolamento social, discursos de ódio e interesse excessivo por violência, desenhos e símbolos extremistas, além do uso de códigos e mensagens ocultas em redes sociais, jogos online e aplicativos de conversa.

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Segundo o promotor, muitos adolescentes acabam encontrando na internet um sentimento de pertencimento que não conseguem desenvolver no convívio presencial. Conforme ele, grupos virtuais utilizam estratégias de manipulação psicológica para atrair jovens em situação de vulnerabilidade emocional.

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Na apresentação, também foram exibidos exemplos de símbolos, emojis e códigos utilizados em comunidades virtuais ligadas à violência extrema, radicalização e exploração infantil. Rossi alertou que muitos desses sinais passam despercebidos por pais e educadores justamente por parecerem elementos comuns da comunicação digital. O MP disponibiliza um site – https://decodificandosinais.lovable.app – para que todos possam identificar o significado dos emojis e suas combinações.

Outro tema abordado foi o chamado “grooming”, prática utilizada por criminosos para conquistar a confiança de crianças e adolescentes pela internet. Conforme o promotor, os casos podem envolver desde exploração sexual até incentivo à automutilação, suicídio e violência.

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Sinais de alerta

  • Mudanças bruscas de comportamento
  • Isolamento social excessivo
  • Interesse incomum por violência, armas ou ataques
  • Desenhos, frases ou redações com conteúdo violento
  • Discursos de ódio e intolerância
  • Uso excessivo de redes sociais e jogos online
  • Participação em grupos virtuais suspeitos
  • Automutilação e sinais de sofrimento emocional
  • Compartilhamento de símbolos, códigos e emojis ligados à violência ou ao extremismo
  • Ameaças, mesmo tratadas como “brincadeira”
  • Alterações no sono, humor ou rendimento escolar

Orientações para pais e responsáveis

  • Acompanhar a rotina digital dos filhos
  • Conversar sobre o conteúdo consumido na internet
  • Observar mudanças de comportamento e isolamento
  • Estabelecer limites para uso de celulares e redes sociais
  • Buscar ajuda especializada diante de sinais de sofrimento emocional
  • Manter diálogo constante com a escola
  • Levar qualquer ameaça ou comportamento violento a sério

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