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ROMEU NEUMANN

Destinos que se conectam

Quarta-feira, 13, por volta das 16 horas, um inusitado encontro acontece no acesso principal a um supermercado no Bairro Santo Inácio. Até se formou um certo alvoroço, para desconforto dos funcionários que controlam a entrada e saída de clientes. E com razão, porque acho que atrapalhamos por instantes a logística de mobilidade interna do estabelecimento.

Espero que os sempre solícitos funcionários relevem nossa interferência, porque foi um encontro tão casual quanto improvável. Uns saindo, outros chegando, ficamos aos abraços quatro ex-colegas de empresa, magnetizados por uma memória afetiva que nos conectou por anos – uns mais, outros menos – mas todos pautados e sintonizados na mesma frequência: a Gazeta.

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Nos poucos minutos em que ali estivemos, pouco falamos de nós. Afora as curiosidades de praxe – onde andou, o que está fazendo? – nos ocupamos com memórias de um passado que foi marcante para todos nós. E, como sempre acontece nessas situações, prometemos nos reencontrar o mais breve possível. Desejo que de fato aconteça, mas num ambiente em que não atrapalhemos e possamos nos esbaldar em nossas recordações.

Por que menciono este episódio, certamente irrelevante sob a percepção da maioria das pessoas? Porque, sem ousar dizer que nós, hoje aposentados, estávamos certos ou errados, cultuamos uma visão muito particular de êxito profissional. Adotamos a empresa como uma causa e como “a” oportunidade de crescimento, de promoção e reconhecimento.

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Alguns viram outras possibilidades no horizonte e partiram para novos desafios. Tudo certo. Mas quando todos se reencontram, ao final da jornada, e confraternizam identificados pelo mesmo DNA que nos alavancou e projetou no mercado de trabalho, é porque criamos raízes e, cada um a sua maneira e com seu potencial, nos infiltramos e ajudamos a consolidar os pilares de uma organização da qual até podemos ter saído, mas que não sai de nós.

Sei que o mundo mudou e as relações interpessoais têm outros padrões, inclusive no ambiente de trabalho. A nossa almejada estabilidade deu lugar ao ímpeto em buscar novos desafios e horizontes. De uma forma ou de outra, o trabalho conecta pessoas e histórias de vida que, muito mais do que resultados, dão amplitude a nossa existência. Alguma dúvida? Então experimente a satisfação de reencontrar um colega e compartilhar vivências que marcaram para sempre.

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Preciso reservar um espaço final para falar da imensa perda que sofremos no final de semana com o falecimento do padre Orlando Francisco Pretto. Líder nato, exímio comunicador, amável e respeitoso com todos à sua volta, carismático como poucas pessoas que conheci, exerceu sua missão com zelo incomparável.

Santa Cruz do Sul deve muita gratidão ao padre Pretto. Marcou a vida de milhares de famílias com sua acolhida e sabedoria nos momentos mais marcantes, na dor ou na comemoração, e inspirou e motivou com sua liderança uma comunidade inteira a abraçar o projeto de conclusão e restauração externa da Catedral São João Batista.

Que o legado do padre Orlando nos inspire a sermos uma comunidade melhor, onde reine a harmonia, onde prevaleça a empatia, o zelo e o respeito pelos outros e que nos comprometa com o futuro de nossa cidade.

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