Existem dinâmicas que se repetem há tanto tempo que acabamos nos acostumando com elas. É aquela pessoa que sempre faz comentários atravessados disfarçados de brincadeira, que dá opiniões que ninguém pediu, que encontra pequenas formas de diminuir você sem que isso pareça grave o suficiente para virar um conflito. E, aos poucos, vamos nos adaptando. Vamos evitando assuntos, diminuindo a própria espontaneidade, calculando palavras, tolerando desconfortos que nunca deveriam ter se tornado normais.
Nesta sexta-feira, 29, Vênus em tensão com Saturno evidencia justamente esse tipo de desgaste que vai se acumulando dentro das relações. Com a Lua em Escorpião em bom aspecto com Júpiter, talvez exista mais coragem para enxergar certas situações com honestidade, inclusive aquelas que vínhamos relativizando há tempo demais.
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No sábado, 30, a Lua entra em Sagitário trazendo um movimento mais leve e expansivo. Depois da intensidade escorpiana, Sagitário amplia o olhar. Existe mais vontade de respirar outros ares, conhecer pessoas diferentes, ouvir novas ideias e lembrar que a vida não precisa se resumir apenas aos problemas que estamos vivendo agora. Mas Sagitário também fala sobre coerência. Porque chega uma hora em que o sofrimento nasce justamente da distância entre aquilo que acreditamos e a maneira como estamos vivendo.
No domingo, 31, a Lua Cheia em Sagitário marca o ápice da lunação taurina e coloca os nossos valores em evidência. Nem sempre de forma confortável. Quantas vezes dizemos que valorizamos a verdade, mas seguimos dizendo “sim” quando claramente gostaríamos de dizer “não”? Quantas vezes ultrapassamos os próprios limites por medo de desapontar alguém ou acabar sozinhos?
Quanto maior a distância entre os nossos valores e as nossas atitudes, maior tende a ser o sofrimento. Touro fala sobre construção, segurança e estabilidade, mas existe um momento em que a tentativa de sustentar certas estruturas começa a custar caro demais.
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No livro Antes de Partir, Bronnie Ware relata o arrependimento de um homem que passou grande parte da vida dedicado ao trabalho. Ele tinha dinheiro suficiente para se aposentar e aproveitar a vida ao lado da esposa, mas continuava adiando esse momento porque o trabalho também sustentava a identidade que ele havia construído para si mesmo. Quando finalmente decidiu se aposentar, a esposa já estava doente.
Ele conta que sentia medo de abrir mão do trabalho, mas que se arrependia de não ter feito a esposa, a quem ele tanto amava, feliz. Essa Lua Cheia nos provoca a olhar para isso. O que estamos sacrificando em nome da imagem que construímos? E qual é o custo de continuar adiando a vida que dizemos querer viver?
Que seja uma Lua Cheia de revelações, consciência e coragem para agir de forma mais coerente com aquilo que realmente valorizamos. Um excelente final de semana para todos nós e que os astros conspirem a nosso favor! Um beijo grande, até segunda-feira, 1º!
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